Trump nomeia novo diretor do FBI após demissão polêmica do antecessor

Do UOL, em São Paulo

  • Lawrence Jackson/ AP

    Christopher Wray em foto de 2005

    Christopher Wray em foto de 2005

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse que vai nomear Christopher Wray, ex-procurador assistente do Departamento de Justiça dos EUA no governo de George W. Bush, atualmente no setor privado, como próximo diretor do FBI. A nomeação precisa ser aprovada pelo Senado.

"Eu irei nomear Christopher A. Wray, um homem de credenciais impecáveis, como novo diretor do FBI. Detalhes a seguir", disse Trump em mensagem no Twitter.

Wray foi escolhido por Trump em uma lista que incluiu procuradores, políticos e autoridades de segurança entrevistados pelo presidente. Ele liderou a divisão criminal do Departamento de Justiça de 2003 a 2005, durante o mandato de Bush, e atualmente é um dos sócios do escritório de advocacia King & Spalding, onde preside o seu grupo dedicado a investigações governamentais.

I will be nominating Christopher A. Wray, a man of impeccable credentials, to be the new Director of the FBI. Details to follow.

O advogado será o substituto de James Comey, demitido por Trump em 9 de maio. O ex-diretor era o responsável por liderar as investigações sobre a suposta influência russa nas eleições presidenciais americanas do ano passado, incluindo as suspeitas de ligações entre agentes do Kremlin e membros da campanha de Trump.

Comey, demitido de forma controversa por Trump, testemunhará no Senado americano nesta quinta-feira (8), em um depoimento relacionado à investigação sobre a influência russa nas eleições.

Dependendo do teor de seu depoimento e dos memorandos detalhados que Comey escreveu sobre todos os encontros com Trump, o presidente pode ser enquadrado em um cenário de obstrução da Justiça --e, consequentemente, em um processo de impeachment no Congresso--, caso fique comprovado que ele tentou interferir na investigação.

A demissão de Comey gerou uma onda de protestos contra Trump, com pedidos até de impeachment do presidente por supostamente ter interferido em investigações que o atingem diretamente.

Segundo o jornal "The New York Times", a escolha por Wray é vista como "segura", que poderia acalmar os ânimos de agentes do FBI, preocupados com a possibilidade de Trump nomear alguém que enfraquecesse a agência ou a politizasse. De acordo com a publicação, o novo chefe da polícia federal americana tem como ponto positivo seu currículo respeitável no Departamento de Justiça.

Com formação em direito na prestigiosa universidade de Yale --onde também foi chefe de redação do Yale Law Journal, um cargo de muito prestígio reservado para juristas de elite--, o advogado foi procurador federal em Atlanta, na Geórgia. O posto no Departamento de Justiça permitiu que trabalhasse em contato direto com o FBI, instituição que vai comandar a partir de agora.

Além da passagem no departamento, Wray também foi advogado pessoal do governador republicano de Nova Jersey, Chris Christie, no caso conhecido como "Bridgegate", quando o governo Christie foi acusado de fechar faixas de uma ponte que liga o Estado à cidade de Nova York, em 2013, para causar trânsito de forma intencional e prejudicar um prefeito democrata.

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