Trump se sente "totalmente vindicado" por testemunho de Comey, diz advogado

Do UOL, em São Paulo

  • Jonathan Ernst e Kevin Lamarque/ Reuters

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, está satisfeito que o ex-diretor do FBI James Comey confirmou em testemunho preparado ao Congresso que Trump não estava sob investigação no inquérito sobre possível envolvimento russo na eleição dos EUA, disse o advogado externo de Trump em comunicado nesta quarta-feira (7).

"O presidente está satisfeito que o senhor Comey finalmente confirmou publicamente suas informações privadas de que o presidente não estava sob investigação em qualquer inquérito russo", disse o advogado Marc Kasowitz.

"O presidente se sente completa e totalmente vindicado", segundo comunicado.

Comey revelou nesta quarta o conteúdo do testemunho que prestará ao Congresso na quinta. Em um dos trechos, o ex-chefe do FBI diz que Trump não estava sendo pessoalmente investigado e que a liderança da agência concordou que seria ideal informá-lo disso.

"Isso era verdade; nós não tínhamos uma investigação de contra-inteligência aberta contra ele. Durante nosso encontro sozinhos na Trump Tower, baseado na reação do presidente eleito sobre o nosso briefing, e sem ele ter perguntado isso diretamente, eu afirmei isso a ele", afirma Comey.

Posteriormente, no entanto, Comey relata ter sofrido pressão por parte de Trump para que tornasse público esse fato, afirmando que a investigação russa era uma "nuvem" que estava o atrapalhando de exercer seu trabalho como presidente.

"Ele disse que não tinha nada a ver com a Rússia, que não se envolveu com prostitutas na Rússia e sempre imaginou estar sendo gravado quando estava na Rússia. Perguntou o que poderíamos fazer para 'levantar essa nuvem'. Respondi que estávamos investigando o assunto o mais rápido que podíamos."

 

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Depois, ao conversarem sobre uma audiência no Congresso envolvendo a Rússia, na semana anterior, Comey afirmou a Trump que explicou a líderes parlamentares que o presidente não estava sendo investigado. "Ele me disse, repetidamente: precisamos divulgar isso."

De acordo com Comey, ele não informou a Trump sobre o principal motivo da relutância em tornar pública a informação de que o presidente não era pessoalmente investigado: a necessidade de corrigir isso caso o cenário mudasse.

No depoimento, Comey também relatou as tentativas de Trump de livrar o ex-conselheiro de Segurança Nacional Michael Flynn das investigações. Trump, segundo Comey, questionou ainda se o ex-diretor do FBI era leal e se gostava do seu trabalho na chefia da agência. (Com agências internacionais)

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