Casal "grávido" se reencontra 6 meses após ser separado por medida polêmica de Trump

Colaboração para o UOL

  • Reprodução/Facebook

    Khaled e Jehan tinham casado recentemente quando foram afetados pela medida

    Khaled e Jehan tinham casado recentemente quando foram afetados pela medida

A decisão tomada no começo de 2017 pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de barrar provisoriamente a entrada de pessoas de sete países de origem muçulmana, forçou um casal a ficar seis meses separado. A agonia terminou apenas na última sexta-feira (16), de acordo com o jornal The Star, de Toronto.

O médico Khaled Almilaji deixou os EUA, onde cursava pós-graduação em saúde pública, para uma missão de ajuda na fronteira da Turquia com a Síria, seu país natal. Só que a decisão de Trump o impediu de retornar.

A situação fez com que sua esposa, Jehan Mouhsen, que estava grávida, ficasse separada do marido durante 174 dias em Rhode Island.

"Foi uma experiência muito estressante, sem saber o que está acontecendo. Estamos apenas entusiasmados porque a provação finalmente acabou", disse Jehan enquanto esperava o retorno do marido.

Almilaji tentou retornar aos EUA no dia 7 de janeiro, mas foi barrado antes mesmo de embarcar. O seu visto de estudante foi bloqueado por razões que não estavam claras no momento. Com a ajuda de senadores de Rhode Island e da Universidade de Brown, ele conseguiu dar entrada em outro visto alguns dias depois.

Logo na sequência veio a ordem de Trump para bloquear a entrada de pessoas de sete países de origem muçulmana. A situação afetou diretamente o médico. O caso só foi resolvido neste mês. Comovido com a história, o Professor Howard Hu, da Universidade de Toronto (Canadá), ofereceu uma bolsa de estudos para que Almilaji morasse fora dos EUA.

Com a ajuda de doadores privados, a universidade levantou fundos para pagar os custos de vida do casal. Além de mudar de país, o médico também precisou mudar de curso e vai fazer pós-graduação em informática da saúde.

"Não temos queixas contra os americanos", disse Jehan, que deve dar a luz em agosto."Mas a proibição de viagem foi tão desnecessária e injusta. Estamos satisfeitos pelo Canadá nos ajudar. É um grande alívio ".

Em entrevista ao site The Star, o médico falou sobre o novo momento da carreira e a chance de estar novamente ao lado da mulher. "Estou feliz por ter a chance de aumentar meu conhecimento. Um dia eu vou voltar ao meu país e ajudar a reconstruir o sistema de saúde. A Universidade de Toronto me deu outra chance e eu sou muito grato", afirmou.

O bebê do casal tem nascimento previsto para agosto. Portanto, Khaled poderá curtir as semanas finais de gravidez junto à sua mulher.

 

For much of their 21-month courtship, Jehan Mouhsen and Khaled Almilaji, who both grew up in Syria, lived apart. She studied medicine in Montenegro. Khaled, a Syrian physician well known among humanitarian-aid workers, was in Turkey, saving lives, he said, by supporting doctors in the Syrian conflict zone. They married in July, and in August they settled in Rhode Island, where he'd received a scholarship for a master's degree in public health at @brownu, studying on a student visa. But now, Khaled, 35, is stranded in Turkey, near the Syrian border. His return visa was not honored. Jehan, meanwhile, is studying for her medical board exams and wrestling with morning sickness. The 26-year-old is pregnant. "He tells me to eat fruits and vegetables, take care of me and the baby," she said of her husband. He said: "I've been arrested, and I've been tortured and everything. But my wife, she doesn't have to suffer this." @damonwinter photographed Jehan as she spoke to Khaled over video chat. Visit the link in our profile to read about other couples who have been separated by the travel ban.

Uma publicação compartilhada por The New York Times (@nytimes)

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