Rei da Arábia Saudita altera linha de sucessão e nomeia filho como primeiro herdeiro

Do UOL, em São Paulo

  • Bandar Algaloud/Courtesy of Saudi Royal Court/Handout/Reuters

    O recém-anunciado príncipe herdeiro da Arábia Saudita, Mohammed bin Salman

    O recém-anunciado príncipe herdeiro da Arábia Saudita, Mohammed bin Salman

O rei da Arábia Saudita, Salman bin Abdulaziz Al Saud, 81, nomeou seu filho Mohammed bin Salman bin Abdulaziz, 31, como o primeiro na linha sucessória, em uma grande reorganização anunciada nesta quarta-feira (21).

Segundo informou no Twitter a agência oficial da coroa, a Saudi Press, um decreto real retirou Mohammed bin Naif bin Abdulaziz Al Saud, 57, do primeiro lugar na linha de sucessão ao trono e, em seu lugar, inseriu Mohammed bin Salman, seu primo, que anteriormente figurava como o segundo na linha. 

Mohammed bin Naif havia sido nomeado como príncipe herdeiro pelo próprio rei Salman, em abril de 2015, três meses depois de este ascender ao poder. Bin Naif substituiu, à época, o irmão de Salman, Muqrin bin Abdul Aziz, até então o primeiro na linha sucessória.

O recém-anunciado príncipe herdeiro, mais conhecido como MbS, também foi nomeado vice-primeiro ministro - cargo que era ocupado por bin Naif. O jovem príncipe acumulará os novos postos com o de chefe do Ministério da Defesa do país, que ele já vinha exercendo.

Além de ser removido da linha de sucessão e de perder o cargo de primeiro-ministro, bin Naif também deixou de ser ministro do Interior.

De início, nenhum motivo para a substituição foi anunciado, mas a mudança não chegou a ser grande novidade. Em março deste ano, em vez de bin Naif, o próprio príncipe Mohammed bin Salman é que foi designado para representar o país em encontro com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, na Casa Branca.

O príncipe bin Salman é filho do rei com sua terceira esposa, Fahda bint Falah bin Sultan. Ele foi nomeado ministro da Defesa tão logo seu pai assumiu o trono, em 23 de janeiro de 2015.

Mandel Ngan/AFP Photo
Príncipe Mohammed bin Salman em encontro com o presidente Donald Trump, em março

A decisão importante acontece em um momento de crise entre o Qatar, de um lado, e a Arábia Saudita e seus aliados do Golfo do outro, após a ruptura em 5 de junho de suas relações com o governo de Doha, acusado pelos vizinhos de apoiar o "terrorismo" e de aproximação com o Irã, grande rival do reino saudita na região.

O isolamento do Qatar - ao qual se uniram Emirados Árabes Unidos, Bahrein e Egito - pode servir para ressaltar o papel do novo príncipe herdeiro, convocado para ajudar na administração da crise inédita entre países do Golfo.

Na qualidade de ministro da Defesa, Mohamed já supervisiona a participação saudita na guerra do Iêmen, estagnada mais de dois anos depois da intervenção da coalizão militar árabe liderada por Riad.

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