Trump causa polêmica ao dizer que não quer "pessoas pobres" à frente da economia dos EUA

Colaboração para o UOL

  • Scott Olson/Getty Images/AFP

A nomeação do banqueiro e investidor milionário Wilbur Boss para o cargo de Secretário de Comércio é a mais nova polêmica do governo do presidente Donald Trump nos Estados Unidos. Além de colocar mais uma pessoa abastada no governo, ele afirmou não querer "pessoas pobres" à frente de um assunto como a economia.

A decisão, ao que tudo indica pela condição de Boss, contraria uma das promessas do mandatário durante a campanha eleitoral em 2016, quando enfatizava a importância de se diminuir a influência de Wall Street na Casa Branca.

O ápice deste discurso foi quando Trump falou da necessidade de "drenar o pântano" ("drain the swamp", em inglês), expressão que ficou famosa por ter sido dita por muitos presidentes americanos ao longo da história em diferentes contextos.

Segundo o republicano, o pântano não seria drenado se um dos seus rivais democratas fosse eleito. "Conheço os caras da Goldman Sachs (grupo financeiro multinacional). Eles têm controle total sobre Ted Cruz, assim como eles têm controle total sobre Hillary Clinton", declarou durante as primárias no início do ano passado.

Mais do que contradizer o discurso de campanha, a nomeação de Boss também causou polêmica porque Trump usou frases de efeito ao defender a escolha do novo secretário de comércio.

"Eu amo todas as pessoas, ricas ou pobres, mas para aquelas posições especificamente não quero uma pessoa pobre. Faz sentido?", disse o presidente num encontro com simpatizantes em Cedar Rapids, Estado de Iowa.

"Alguém perguntou: 'por que escolheu uma pessoa rica para ficar com a pasta da economia'? É verdade. E o Wilbur é uma pessoa muito rica com a pasta do comércio. Eu disse: 'porque é o tipo de mentalidade que queremos'. Eles estão de forma séria representando o país".

Trump ainda falou que as pessoas "escolheram deixar carreiras muito bem pagas para integrar o seu governo". Antes de Boss, Betsy DeVos, dona de uma uma fortuna estimada em 5,1 bilhões de dólares, assumiu a Secretaria de Estado da Educação – decisão também muito criticada por opositores.

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