Trump diz não ter gravações de conversas com o ex-diretor do FBI

Do UOL, em São Paulo

  • Drew Angerer e Jim Watson/ AFP e Getty Images

    James Comey, ex-diretor do FBI, e Donald Trump, presidente dos EUA

    James Comey, ex-diretor do FBI, e Donald Trump, presidente dos EUA

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta quinta-feira (21) que não possui gravações de suas conversas reservadas com o ex-diretor do FBI, James Comey, apesar de ter sugerido que possuía "fitas" desses diálogos.

"Não tenho ideia se existem 'fitas' de minhas conversas com James Comey, mas não as fiz e não tenho gravações", afirmou Trump no Twitter.

Em 12 de maio, Trump escreveu em seu perfil no Twitter: "É melhor James Comey esperar que não haja fitas das nossas conversas antes de começar a fazer vazamentos à imprensa".

Em depoimento no Comitê de Inteligência do Senado para detalhar os eventos que levaram a sua demissão, Comey afirmou que repassou o conteúdo de suas anotações sobre os encontros realizados com o presidente dos Estados Unidos a um amigo, um professor de Direito da Universidade de Columbia, ao ver esse tuíte de Trump de 12 de maio.

Comey percebeu que sua versão sobre os cinco diálogos - dois deles por telefone - poderia ser corroborada. Então, o ex-diretor do FBI decidiu enviar as anotações que tinha feito ao amigo, que então repassou as informações a jornalistas.

Para reiterar sua confiança na sua versão dos fatos, Comey brincou: "Meu Deus, espero que essas fitas existam".

Segundo o depoimento do ex-diretor do FBI, Trump pediu que ele dispersasse a "nuvem" gerada pela investigação sobre a ingerência da Rússia nas eleições e a possível coordenação de membros da campanha do então candidato republicano com representantes do Kremlin.

Comey disse que fez o vazamento ao "The Washington Post" como um cidadão comum e que não decidiu falar diretamente com a imprensa porque pensou que seria como "alimentar gaivotas na praia".

Em uma das anotações vazadas por Comey, Trump diz ao ex-diretor do FBI que "espera" que ele abandonasse a investigação sobre o ex-assessor de Segurança Nacional Michael Flynn, que renunciou ao cargo pelos contatos com a Rússia, um fato que pode ser interpretado como uma tentativa de obstrução à Justiça.

Entenda o envolvimento da Rússia na política americana

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