Vídeo mostra policial israelense chutando palestino que rezava em meio a protesto

Colaboração para o UOL

  • Reprodução / Twitter

Um vídeo publicado pela TV Al Jazeera mostra um policial israelense chutando um palestino que estava ajoelhado rezando em meio a um protesto que aconteceu em Jerusalém nesta sexta-feira (21; assista ao vídeo abaixo, a partir dos 47 segundos).

Os manifestantes protestavam contra as novas medidas do governo de Israel, entre elas a proibição de que homens abaixo dos 50 anos entrem no território sagrado da cidade, onde está a Cúpula da Rocha e a mesquita de Al-Aqsa, um dos locais mais importantes para os muçulmanos, e a instalação de detectores de metal na Esplanada das Mesquitas.

Os protestos já deixaram três mortos em Jerusalém, incluindo um jovem de 18 anos, segundo informações da imprensa local, além de aproximadamente 140 feridos. O primeiro a morrer foi identificado como Muhamd Mahmoud Sahraf e teve o óbito confirmado tanto pela segurança israelense quando pelo Crescente Vermelho Palestino (equivalente a Cruz Vermelha). As outras duas vítimas são Muhamad Mahmoud Khalaf e Muhamad Hasan Abu Ghanam, ambos baleados.

A polícia estaria usando, além de balas de borracha e gás lacrimogêneo, munição real. De acordo com autoridades israelenses, 3 mil policiais estão mobilizados para garantir a ordem na Cidade Velha de Jerusalém, onde ficam os marcos sagrados.

A tensão aumentou uma semana após um tiroteio em Jerusalém que deixou cinco mortos, entre eles dois policiais judeus. Nesta sexta, os protestos começaram pouco depois do meio-dia, logo após o fim das orações muçulmanas. Há também manifestações na Cisjordânia e na Faixa de Gaza.

Por sua vez, o governo de Israel avisou que não volta atrás e que manterá os detectores de metais nos locais sagrados. As autoridades argumentam que elas são essenciais para segurança do local, ajudando a evitar que se entre armado na Esplanada. Os muçulmanos consideram isso uma ofensa contra sua soberania, que permite que eles controlem o local.

O membro do Knesset, o parlamento de Israel, Mohammad Barakeh, classificou a decisão do primeiro-ministro, Benjamin Netanyahu, de "política": "É um jogo político para absolver Netanyahu de qualquer responsabilidade. A verdade é que é uma decisão política", disse. O Hamas e outros líderes muçulmanos também convocaram protestos contra as medidas.

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