Distrito escolar dos EUA aprova retorno de punição com palmatórias

Colaboração para o UOL

  • Filipe Redondo/Folhapress

Oficiais do distrito escolar independente de Three Rivers, no estado norte-americano do Texas, decidiram, na noite da última terça-feira (18), reinstaurar a punição física em colégios. Os estudantes que forem desobedientes poderão apanhar com palmatórias, mas só se concedida a permissão prévia de seus pais para isso.

Um distrito escolar independente é um corpo político responsável pela administração de todas as escolas públicas em uma dada região.

Com a decisão, Three Rivers se junta a outros 26 distritos escolares dos EUA que aprovam a punição física para alunos. Segundo a nova determinação, estudantes levarão um golpe de palmatória a cada incidente menor, como o descumprimento de regras de classe.

A nova medida bate de frente com determinações contrárias à repreensão corporal, adotadas por outros distritos escolares texanos, como o de Houston, Katy, Cy-Fair, Fort Bend e Aldine, que baniram a modalidade.

Em 2015, foi a vez do distrito de Sealy banir a prática. "Achamos que a punição corporal deveria ser uma decisão familiar, não escolar", afirmou o superintendente Seryl Moore à CBS News. "Nós providenciaremos aos pais todas as informações necessárias sobre a situação, para que possam decidir se acham apropriado. Mas isso não é algo em que queremos que o distrito se envolva".

Após a decisão do conselho de Three Rivers, pais manifestaram preocupação, revolta e também apoio na página da KHOU-TV, no Facebook.

"Se os pais ensinassem aos filhos como agir corretamente, não teriam de se preocupar sobre eles apanhando na escola. Eu digo que se você não quer outra pessoa ensinando respeito ao seu filho, faça você mesmo", escreveu um internauta.

Outro registrou: "Faça uma pequena pesquisa sobre crianças que apanharam e veja que elas terão muito mais chance de acabar na cadeia que as crianças disciplinadas com outros métodos. Palmatória não tem lugar na escola, nem em casa".

"Se alguém tocasse em meu filho, eu espancaria sem dó. Não, sem chances. Eu pagaria uma escola privada", escreveu um terceiro.

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