Interpol divulga lista com 173 suspeitos de formar grupo suicida do Estado Islâmico

Do UOL, em Brasília

  • Karam Al-Masri/AFP

    Agência divulgou nomes de terroristas capazes de praticar atentados a bomba

    Agência divulgou nomes de terroristas capazes de praticar atentados a bomba

A Interpol divulgou uma lista com os nomes de 173 jihadistas vinculados ao grupo Estado Islâmico que teriam sido treinados para realizar atentados terroristas em países europeus. Os atentados seriam um plano de vingança em retaliação às derrotas militares que o grupo vem acumulando no Oriente Médio nos últimos meses. A informação foi publicada neste sábado pelo jornal britânico "The Guardian". 

Segundo o jornal, a lista foi produzida com base em informações repassadas pelas agências de inteligência dos Estados Unidos a partir de informações obtidas durante operações militares em territórios antes dominados pelo Estado Islâmico na Síria e no Iraque.

Michael R. Gordon/The New York Times
Soldados iraquianos retomam a cidade de Mossul, no Iraque, antes controlada pelo EI

Nos últimos meses, o Estado Islâmico sofreu duras derrotas em áreas no Iraque e na Síria, países onde o grupo estava se expandindo. No dia 9 de julho, o governo iraquiano anunciou a retomada completa da cidade de Mossul, até então controlada pelo grupo terrorista. A batalha pela cidade durou mais de nove meses e é considerada uma das campanhas militares mais sangrentas das últimas décadas. Mossul era tida pelos líderes do Estado Islâmico como a capital do "califado".

Ainda de acordo com "The Guardian", autoridades europeias estão preocupadas com as consequências das derrotas militares que o grupo vem tendo no Oriente Médio. O temor é de que haja um aumento nos atentados conduzidos pelos jihadistas em solo europeu.

O jornal britânico diz que ainda não há evidências de que as pessoas que constam na lista da Interpol já tenham entrado na Europa.

Reuters
Feridos são atendidos após atentado na casa de shows Bataclan, em Paris, em 2015

O documento divulgado pela Interpol às agências de inteligência dos países europeus classifica os jihadistas como pessoas que "podem ter sido treinadas para construir e posicionar dispositivos explosivos capazes de causar mortes e sérios ferimentos".

A lista divulgada pela Interpol contem informações como os nomes dos suspeitos, as datas em que eles teriam sido recrutados pelo grupo, o último endereço provável deles e até mesmo a mesquita em que eles costumavam fazer suas orações.

A Interpol pediu aos seus parceiros internacionais que compartilhem informações sobre as pessoas que estão nessa lista. Entre as informações requisitadas estão relatórios de controle de fronteiras, fichas criminais, números de passaportes e perfis em mídias sociais.

O temor de que terroristas ligados ao Estado Islâmico cometam atentados em cidades europeias aumentou depois de uma série de ataques em cidades como Paris, Bruxelas e Londres.

Estimativas da ONU (Organização das Nações Unidas) de 2015 indicam que pelo menos 4 mil soldados do grupo teriam partido da Europa para a luta no califado.

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