Polícia erra endereço de mandado e mata inocente nos EUA: "Trágico e constrangedor"

Colaboração para o UOL

  • Reprodução/Twitter

    Ismael Lopez morreu em uma ação chamada de "trágica" pela própria polícia

    Ismael Lopez morreu em uma ação chamada de "trágica" pela própria polícia

A polícia da cidade de Southaven, no estado norte-americano do Mississippi, está sendo acusada de matar um homem após errar a casa onde deveriam cumprir um mandado. Os oficiais erraram em 36 pés (aproximadamente 11 metros) o endereço e acabaram na casa da vítima, Ismael Lopes, quando deveriam estar na residência de Samuel Pearman, procurado por agredir uma mulher na frente do filho de quatro anos dela em um posto de gasolina.

"Alguém não teve tempo de analisar o endereço. É trágico e constrangedor que o departamento de polícia não conseguiu ver o endereço certo", disse o advogado que representa a família, Murray Wells para a TV norte-americana WMC5.

Ismael estava dormindo com sua mulher, Claudia Linares, quando os policiais chegaram. Segundo a versão dos oficiais envolvidos no incidente, ele teria chegado à porta apontando um rifle e não teria baixado a arma quando ordenado.

"Os buracos das balas mostram que eles atiraram pela porta", disse Wells. Ele afirma ainda que Ismael não estava armado no momento da abordagem.

Um vizinho também contestou a versão da polícia: "Não os ouvi gritando", disse Nicholas Tramel, que mora ao lado da residência de Ismael Lopes. A mulher da vítima também negou ter ouvido ordens para largar a arma.

"Ele estava naquela casa por 13 anos. A única vez que a polícia tinha ido lá foi quando ele foi roubado. Ele não tinha ficha criminal. Era um empregado de longa data na cidade de Barlett, mecânico, amado em sua vizinhança", completou o advogado.

Claudia Linares, a esposa de Ismael, agora quer justiça. Ela não está dando entrevistas, segundo conselhos de seu advogado, mas, segundo Wells, ela busca a verdade por trás do erro que matou seu marido: "Quando ela entrou no meu escritório pela primeira ela não estava buscando dinheiro (de uma possível indenização). Ela queria que essa história fosse revelada. Ela quer que todo mundo saiba o que aconteceu".

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