Órgão eleitoral venezuelano fala em mais de 8 milhões de votos em Assembleia Constituinte

Do UOL, em São Paulo

  • Boris Vergara/Presidência da Venezuela/Xinhua

    Nicolás Maduro se pronuncia após a eleição na praça Bolívar, no centro de Caracas

    Nicolás Maduro se pronuncia após a eleição na praça Bolívar, no centro de Caracas

O CNE (Conselho Nacional Eleitoral) da Venezuela informou na madrugada desta segunda-feira (31) que mais de oito milhões de pessoas votaram neste domingo (30) na eleição da Assembleia Constituinte convocada pelo presidente Nicolás Maduro.

"Nesta extraordinária participação, temos 41,53% do censo eleitoral da Venezuela: 8.089.320 votaram", anunciou a presidente do CNE, Tibisay Lucena.

Maduro celebrou o comparecimento às urnas. "Temos Assembleia Constituinte (...). É a maior votação que a Revolução Bolivariana conseguiu em toda a história eleitoral em 18 anos", disse o presidente, diante de centenas de seguidores que celebravam na praça Bolívar, centro de Caracas.

Das eleições realizadas na Venezuela, só participou parte do chavismo, com rejeição da oposição, da Igreja Católica e de vários países do mundo.

A oposição se manifestou nas ruas contra a votação, que qualifica de fraudulenta, e gerou enfrentamentos com as forças de ordem pública.

O Ministério Público venezuelano disse mais cedo estar investigando dez mortes ocorridas em meio ao período de votação.

O presidente Nicolás Maduro depositou seu voto - chamado por ele de "voto pela paz" - logo pela manhã em um colégio da zona oeste de Caracas, ao lado de sua mulher, Cilia Flores, e de dirigentes do partido governista.

"Quis o imperador Donald Trump proibir o povo de exercer o direito ao voto (...) e eu disse chova ou faça sol haverá eleições e Assembleia Constituinte", completou Maduro, que curiosamente teve um problema com seu carnê para programas sociais quando não foi reconhecido pelo leitor de verificação.

O presidente levou adiante o projeto de modificar a Carta Magna, apesar da onda de protestos da oposição, com passeatas, greves e bloqueios, que exigem há quatro meses sua saída do poder e deixaram mais de 100 mortos.

A MUD, que convocou protestos apesar de o governo ter ameaçado prender quem boicotar a votação, se afastou da Constituinte, alegando que não foi convocado um referendo prévio e que o sistema de votação foi elaborado para que o governo controle a Assembleia e redija uma Carta Magna para instaurar uma ditadura comunista. (Com agências internacionais)

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