Internautas confundem bancos de ônibus com burcas. E expõem preconceito

Colaboração para o UOL

  • Reprodução

    Esta imagem gerou revolta e acabou virando piada na Noruega

    Esta imagem gerou revolta e acabou virando piada na Noruega

Nos últimos anos, o número de imigrantes e refugiados que desembarcaram na Europa cresceu vertiginosamente. E, na tentativa de pregar o ódio contra esses estrangeiros, alguns grupos acabam exagerando. Em um caso mais recente, isso tornou motivo de piada. É o caso do "Terra Natal Primeiro", da Noruega, que confundiu assentos de um ônibus vazio com burcas, as vestes tradicionais das mulheres muçulmanas, em um post no Facebook.

Segundo informações do jornal The Guardian, uma postagem feita no grupo de Facebook que conta conta com mais de 13 mil participantes, na última sexta-feira (29), mostra a imagem de seis assentos de um ônibus vazio e questiona 'o que vocês pensam sobre isso?'.

As respostas vão desde um simples "assustador" ou "trágico" até as mais inventivas, como os que imaginaram que elas poderiam estar carregando bombas: "Isso é realmente assustador. Deveriam ser expulsos, pois não dá para saber quem está por baixo. Poderiam ser terroristas".

Autor da publicação no grupo, o jornalista Johan Slattavik disse que tudo não passou de uma brincadeira e que só queria ver como a percepção de uma imagem pode ser influenciada pelos comentários de outras pessoas: "Terminei meu experimento dando boas risadas".

Mentira que alimenta o ódio

Um dos responsáveis por disseminar a foto na Noruega, com as reações dos integrantes do grupo, foi o político norueguês Sindre Beyer. Sua postagem no Facebook recebeu diversos comentários e foi compartilhada mais de 1,5 mil vezes. "Fiquei chocado com a quantidade de ódio que uma notícia falsa pode gerar. Isso mostra que o preconceito vence a razão", afirmou.

Recentemente, a Noruega foi um dos países que propuseram restrições ao uso de burcas e nicabes, véu que cobre o rosto das mulheres, na tentativa de bani-los de escolas e universidades. Antes, França, Bélgica, Bulgária e o estado alemão da Bavária já haviam tomado medidas semelhantes.

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