Polícia prende suspeito de atropelar seis soldados na França

Do UOL, em São Paulo

Um suspeito de ter atropelado seis soldados foi preso nesta quarta-feira (9). Segundo as primeiras informações, ele foi ferido após troca de tiros.

"O homem detido nasceu em 1980 e é o provável o autor do ataque, porque ele estava no carro procurado e tentou fugir", disse uma fonte das forças de segurança ao jornal "Le Parisien". Segundo a polícia, o suspeito não estava armado quando foi detido.

O tiroteio entre a polícia e o motorista de BMW também feriu um policial.

Seis soldados franceses ficaram feridos, dois deles com gravidade, após serem atropelados por um veículo nesta quarta-feira (9) em Levallois Perret, perto de Paris.

Os soldados fazem parte de uma patrulha antiterrorista, da chamada Operação Sentinela, que foi posicionada em pontos estratégicos após o massacre de Charlie Hebdo, em 7 de janeiro de 2015. Eles deixavam um quartel quando foram atingidos.

As forças de segurança não descartam nenhuma hipótese sobre a motivação do motorista.

Benoit Tessier/Reuters
Policiais e militares trabalham na cena do atropelamento dos seis soldados franceses
"Não há dúvida de que este foi um ato deliberado", disse o prefeito de Levallois-Perret, Patrick Balkany, à BFMTV.

De acordo com a emissora, o incidente ocorreu às 8h15 da hora local (3h15 em Brasília).

Balkany afirmou que o carro estava "pré-posicionado" em um pequeno beco, esperando que as tropas do 35º Regimento de Infantaria saíssem do prédio, que fica em frente a um parque em uma região de pouco trânsito. O carro teria avançado sobre o soldados na contramão.

O Ministério Público de Paris abriu investigação para apurar as circunstâncias do atropelamento, segundo informa a agência AP.

A prefeita de Paris, Anne Hidalgo, ofereceu "todo seu apoio" aos feridos, acrescentando: "Espero de todo o meu coração que o agressor seja preso rapidamente".

A ação ocorre quatro dias depois que um jovem de 18 anos tentou entrar com uma faca na Torre Eiffel aos gritos de "Deus é Grande" em língua árabe. O agressor, que foi rendido pelas forças de segurança, tinha uma permissão do hospital psiquiátrico em que estava internado e para onde voltou após ser examinado por especialistas.

A Procuradoria Antiterrorista abriu investigação por "tentativa de assassinato" e por "associação criminosa com fins terroristas" depois que, durante a sua detenção, o jovem assegurou que mantém contato com o grupo jihadista Estado Islâmico (EI). (Com informações da Agência Efe.)

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