Cidade dos EUA não consegue lidar com superpopulação e decide matar gansos

Colaboração para o UOL

  • Heinz-Peter Bader/Reuters

    Prefeitura tentou se livrar de gansos com sirenes, cachorros e coletando ovos no ninho

    Prefeitura tentou se livrar de gansos com sirenes, cachorros e coletando ovos no ninho

O Departamento de Recreação e Parques da cidade de Columbus, nos EUA, tomou uma medida bastante polêmica para lidar com a superpopulação de gansos de um parque local: contratou uma companhia para matar 250 dos animais que viviam na área.

Segundo o jornal "The Columbus Dispatch", as autoridades já haviam tentado se livrar dos gansos em 2016 usando sirenes para assustá-los e cachorros para caçá-los, além de coletar os ovos no ninho para controlar a população. Porém, a iniciativa não funcionou. De acordo com os funcionários do Departamento de Parques, os gansos podem ser agressivos, por isso decidiram contratar a Companhia de Controle de Vida Selvagem para tomar conta do "problema".

O porta-voz do Departamento, Brian Hoyt afirmou que a execução dos gansos ocorreu de maneira humanizada, através do uso de dióxido de carbono. Uma prática bastante normal, segundo ele. 50 animais foram poupados e "espalhados" em uma área segura. A operação custou US$ 10.750 para os cofres da cidade.

Hoyt também declarou que ainda não sabe se o departamento irá contratar um serviço para controlar regularmente a população de gansos. A prefeitura, porém, assegura que irá tentar reduzir o habitat das aves e pedir que os visitantes não as alimentem.

De acordo com a Sociedade Humanitária dos Estados Unidos, leis federais protegem os gansos, mas apenas para que pessoas não os machuquem sem a permissão do Serviço de Pesca e Vida Selvagem. Eventualmente, essa agência permite que os gansos sejam mortos em áreas urbanas. Segundo Hoyt, a prefeitura de Columbus conseguiu um aval estadual para sacrificar os gansos, após recomendação do Departamento de Recursos Naturais.

Michael Mckinley, um morador de Columbus, questionou por que a prefeitura não soltou os gansos em outro lugar. "Eu sou um caçador ávido. Eu os traria de volta, os realocaria", completa.

Outra moradora da cidade, Kelly Jeter - que é supervisora da Agência de Proteção Ambiental de Ohio - criticou a iniciativa e disse que a prefeitura deveria ter buscado outra solução ao invés de matar os gansos.

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