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Militar norte-coreano rouba a cena em retrato de congressistas americanos na fronteira

Reprodução/Facebook
Imagem: Reprodução/Facebook

Do UOL, em São Paulo

23/08/2017 21h01

Durante a passagem de senadores e deputados americanos pela zona desmilitarizada na fronteira entre as Coreias do Norte e do Sul, um soldado norte-coreano roubou a cena em uma fotografia do grupo de políticos. O flagra, em que o soldado aparece na janela tentando observar o que acontece, foi publicado pelo senador democrata Jeff Merkley e pela da deputada republicana Ann Wagner nesta quarta-feira (23) em suas páginas no Facebook

A delegação de congressistas americanos está na Coreia do Sul com o objetivo de promover parcerias diplomáticas e econômicas na região. Eles estiveram na zona desmilitarizada há alguns dias, onde se reuniram com autoridades governamentais e militares sul-coreanos.

Nesta semana, o ditador norte-coreano Kim Jong-un ordenou durante uma visita a um instituto científico militar a produção de mais motores de foguetes de combustível sólido e ogivas de mísseis, revelou a agência estatal de notícias KCNA.

Mas desta vez, a publicação da agência KCNA não possuía as tradicionais ameaças contra os Estados Unidos, depois de semanas de atrito acentuado. O presidente americano, Donald Trump, expressou otimismo sobre uma possível melhora nas relações. "Respeito o fato de ele [Kim Jong-un] estar começando a nos respeitar", disse Trump durante um ato político em Phoenix, no Estado do Arizona, na terça-feira. "Talvez – provavelmente não, mas talvez – algo positivo possa sair disso", acrescentou.

Desafiando resoluções do Conselho de Segurança da ONU, a Coreia do Norte efetuou o lançamento de dois mísseis intercontinentais capazes de atingir o território dos EUA e uma série de testes de mísseis de menor porte desde o início do ano, o que aumentou significativamente a tensão na península coreana e entre Washington e Pyongyang.

Os Estados Unidos e a Coreia do Norte protagonizaram este mês uma das piores escaladas retóricas dos últimos anos, que começou quando Pyongyang ameaçou atacar o território americano em resposta às sanções da ONU por seus lançamentos recentes de mísseis balísticos intercontinentais.

Trump respondeu a essa ameaça com um tom beligerante, o que não é comum, e levou o regime norte-coreano a ameaçar realizar um ataque contra a ilha de Guam, um território administrado pelos EUA no Pacífico Ocidental. A tensão verbal diminuiu nas últimas semanas, mas ainda pode ser reativada com os exercícios militares conjuntos de EUA e Coreia do Sul, que começaram esta semana e mobilizam cerca de 67.500 soldados na península coreana. (Com agências internacionais)

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