PUBLICIDADE
Topo

Coreia do Norte faz teste com míssil que atravessou o Japão

Sul-coreanos acompanham reportagem na TV sobre o lançamento do míssil norte-coreano; o projétil sobrevoou o território japonês - Ahn Young-joon/AP
Sul-coreanos acompanham reportagem na TV sobre o lançamento do míssil norte-coreano; o projétil sobrevoou o território japonês Imagem: Ahn Young-joon/AP

Do UOL, em São Paulo

28/08/2017 18h28Atualizada em 28/08/2017 20h49

A Coreia do Norte realizou um novo lançamento de míssil nesta segunda-feira (28), e a imprensa japonesa afirma que o projétil sobrevoou o território do Japão. Autoridades do governo japonês chegaram a emitir um alerta para que a população buscasse abrigo imediato.

O míssil voou uma distância de 2.700 km, atingiu uma altura de 550 km e caiu a 1.180 km da ilha japonesa de Hokkaido, no oceano Pacífico. Ainda não se sabe se o projétil se partiu em três ou se foram lançados três mísseis. Os militares japoneses não tentaram derrubar o míssil, que passou pelo território japonês por volta de 6h06 locais (18h06 no horário de Brasília).

O Pentágono disse ainda que o míssil teria voado por cerca de 90 minutos. Ainda não há informações sobre o tipo de míssil. Ele teria sido lançado de Pyongyang, capital da Coreia do Norte.

Em um primeiro momento, a Coreia do Sul afirmou que o projétil teria caído sobre o Mar do Japão, sem sobrevoar as ilhas japonesas. Mas militares sul-coreanos posteriormente confirmaram que o míssil atravessou o espaço aéreo japonês.

O primeiro-ministro do Japão, Shinzo Abe, afirmou que o míssil que sobrevoou seu território "é uma ameaça grave e sem precedentes" e garantiu que seu governo tomará "as medidas necessárias" para garantir a segurança do povo japonês. "Seu ato intolerável de disparar um míssil sobre o nosso país é uma ameaça grave e sem precedentes e afeta gravemente a paz regional e a segurança", disse Abe à imprensa, em alusão ao presidente norte-coreano, Kim Jong-un.

O lançamento ocorre dias depois de Pyongyang disparar três mísseis de curto alcance, o que foi considerado uma provocação após o início dos exercícios militares conjuntos entre Coreia do Sul e EUA.

Os dois aliados apresentam estas operações como defensivas, mas para Pyongyang elas representam uma repetição provocadora da invasão de seu território. Todo ano a Coreia do Norte ameaça essa prática bilateral com represálias militares.

No fim de semana, Pyongyang realizou três testes com mísseis de curto alcance na costa oriental de seu território, em direção ao Mar do Japão. Segundo os Estados Unidos, que realizam manobras militares conjuntas com forças sul-coreanas na região, um dos disparos falhou. O primeiro e o terceiro voaram cerca de 250 quilômetros. O segundo, de acordo com o Comando Americano no Pacífico, explodiu já durante o lançamento. Nenhum teria capacidade para atingir os EUA.

A trajetória deste lançamento representa uma escalada significativa da parte de Pyongyang, que no começo deste mês ameaçou disparar um míssil na direção do território norte-americano de Guam. Um ataque desse tipo teria que passar necessariamente sobre o arquipélago japonês.

Este mês, o líder norte-coreano, Kim Jong-Un, havia se distanciado do plano de atingir o território de Guam e disse que poderia esperar, mas advertiu que para isso era "necessário que os Estados Unidos fizessem a opção certa".

Pyongyang realizou dois testes de mísseis balísticos intercontinentais em julho, que parecem ter colocado ao seu alcance boa parte do território de Estados Unidos, ao que Donald Trump reagiu advertindo que Washington poderia responder com "fogo e fúria".

Pyongyang avançou rapidamente em sua tecnologia militar, com um programa que rendeu ao país o endurecimento das sanções impostas pela ONU. (Com agências internacionais)

Entenda o programa de mísseis norte-coreano

UOL Notícias

Internacional