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Mulher pega prisão perpétua por assassinato do marido "testemunhado" por papagaio

Glenna Duram foi condenada à prisão perpétua após ter crime "dedurado" por papagaio - Reprodução
Glenna Duram foi condenada à prisão perpétua após ter crime "dedurado" por papagaio Imagem: Reprodução

Colaboração para o UOL

30/08/2017 12h52

Uma mulher foi condenada à prisão perpétua após ter seu crime "testemunhado" por um papagaio nos Estados Unidos. A sentença foi definida por um tribunal de Michigan nesta segunda-feira (28).

O crime foi cometido em maio de 2015. Glenna Duram, 49, foi considerada culpada em julho por ter atirado cinco vezes contra o marido Martin.

Papagaio de estimação repetiu "não dispare", imitando a voz de Martin Duram - Reprodução - Reprodução
Papagaio de estimação repetiu "não dispare", imitando a voz de Martin Duram
Imagem: Reprodução

Depois de matar o companheiro, ela tentou atirar em si mesma. A tentativa de suicídio acabou frustrada - ela teve ferimento na cabeça, sem gravidade.

Um júri considerou Glenna culpada por assassinato em primeiro grau, com o agravante de ter cometido o crime com arma de fogo.

Christina Keller, primeira mulher de Martin Duram, declarou que o papagaio Bud ficou com Glenna depois do assassinato. Christina revelou que o animal repetiu "não dispare", imitando a voz de Martin Duram.

Christina disse acreditar que o papagaio estava repetindo uma conversa ocorrida no momento do crime. Os pais de Martin corroboraram essa versão que ajudou a convencer o júri do crime de Glenna. O animal, um papagaio-cinzento, não foi usado no julgamento.

"Eu pessoalmente acho que ele estava lá, que ele lembra e estava falando isso", disse o pai, Charles, à imprensa local. "Aquele pássaro percebe absolutamente tudo, e tem a boca mais suja da área", disse a mãe, Lilian Duram.

Segundo a "BBC", a repetição do pássaro ‘dedo-duro’ quase foi utilizada como evidência durante o julgamento, mas o promotor de Michigan responsável pelo caso acabou desistindo da ideia. Outras evidências acabaram sendo utilizadas. 

"Documentos policiais indicaram que o casal tinha problemas com jogos de azar e, segundo a polícia de Michigan, Glenna teria deixado várias cartas de suicídio. Ela negou ter escrito as cartas, mas uma análise de caligrafia mais tarde apontou que a polícia estava certa", afirmou o promotor.

Segundo a agência de notícias "Associated Press", o advogado de Glenna Duram já informou que irá recorrer da sentença.

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