Furacão Maria deixa um morto e dois feridos ao passar por ilhas do Caribe

Do UOL, em São Paulo

Uma pessoa morreu nesta terça-feira (19) na ilha francesa de Guadalupe, no Caribe, após a passagem do furacão Maria, enquanto outras duas estão desaparecidas, anunciaram as autoridades locais. Outras duas pessoas ficaram feridas na ilha francesa de Martinica.

Ainda se recuperando da devastação deixada pelo Irma, no início de setembro, o Caribe enfrenta mais um furacão, que atingiu picos de categoria 5, a mais alta na escala Saffir-Simpson, com ventos de 260 km/hDepois de arrasar o país insular de Dominica, o ciclone Maria segue rumo a Porto Rico e Ilhas Virgens, podendo inclusive atingir Miami.

As ilhas de Guadalupe, Martinica e Dominica, com graves danos em infraestruturas, são as que sofreram até o momento os piores efeitos da passagem do furacão. Os fortíssimos ventos e chuvas torrenciais causaram alagamentos, destruição nos sistemas de fornecimento de energia e afetaram estradas. A vítima em Guadalupe foi atingida por uma árvore e "não respeitou as recomendações de confinamento", declararam as autoridades. Duas pessoas desaparecidas estavam em uma embarcação que naufragou na costa.

O furacão Maria deixou "uma devastação generalizada" na Dominica, escreveu o primeiro-ministro do país insular caribenho, Roosevelt Skerrit, em sua conta no Facebook. "Até agora, perdemos tudo o que o dinheiro pode comprar e substituir", escreveu Skerrit, acrescentando que telhados foram arrancados de casas, incluindo sua própria residência. "Meu maior medo agora é que vamos despertar com notícias de ferimentos físicos sérios e possíveis mortes em resultado de deslizamentos provocados pelas chuvas que persistem."

Estima-se que o furacão Maria permaneça "extremamente perigo" enquanto se dirige a Porto rico e as Ilhas Virgens, de acordo com o Centro Nacional de Furações dos EUA. A previsão é de que o Maria deve seguir um caminho semelhante ao traçado pelo furacão Irma, que deixou um rastro de destruição no norte do Caribe no início deste mês. 

O presidente dos EUA, Donald Trump, assinou uma declaração de estado de emergência para Porto Rico e Ilhas Virgens dos Estados Unidos antes da passagem do furacão Maria. A ordem autoriza o Departamento de Segurança Nacional dos EUA e a Agência Federal para a Gestão de Emergências (FEMA, na sigla em inglês) a coordenarem as ajudas de emergência.

Entre formação (30 de agosto) e dissipação (15 de setembro), o furacão Irma assolou diversos países e regiões no Caribe e atingiu a Flórida com ventos de até 215 quilômetros por hora, causando a morte de ao menos 84 pessoas. Na Flórida, 1,5 milhão de casas ficaram sem luz e cerca de 6,3 milhões de pessoas tiveram de deixar suas casas.

Enquanto sobrevoava o Oceano Atlântico, o furacão Irma atingiu sua maior intensidade com vento de aproximadamente 300 quilômetros por hora e manteve uma das mais longas durações de ventos de categoria 5 jamais registradas.

Ao mesmo tempo da passagem do Maria, o furacão Jose avança próximo à costa leste dos Estados Unidos pelo Atlântico, gerando ondas fortes e correntes de retorno. Algumas partes do litoral americano estão sob alerta de tempestade. (Com agências internacionais)

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