EUA registraram 273 ataques com armas em 2017, quase um por dia

Do UOL, em São Paulo

O pior ataque em massa com armas de fogo nos EUA, realizado por um aposentado em Las Vegas, foi o 273º apenas em 2017, segundo a ONG Gun Violence Archive. Isto equivale a quase um incidente por dia --o dia 2 de outubro é o 275° dia do ano.

A ONG, que compila dados de todo o território norte-americano, define um ataque em massa quando quatro ou mais pessoas foram feridas ou mortas a tiros, sem incluir o atirador.

Pela definição oficial do governo, só é considerado um ataque armado em massa quando morrem três pessoas, sem levar em conta o número de feridos. Por essa definição, com dados da ONG, este seria o 38º ataque a tiros em massa no ano.

Mais de 300 mortos

Segundo as estimativas da ONG, mais de 300 pessoas morreram nos mais de 200 ataques, e outras 1.400 ficaram feridas.

O estudo completo da organização mostra que, em todos os Estados Unidos, mais de 11,6 mil pessoas foram mortas por disparos de armas de fogo, e outras 23,5 mil ficaram feridas --os suicídios não entram na contagem.

As autoridades não vinculam, por enquanto, o massacre deste domingo --que deixou ao menos 59 mortos e mais de 500 feridos-- ao terrorismo internacional, apesar de o ataque ter sido reivindicado pelo grupo Estado Islâmico. O autor dos disparos, que se suicidou, dispunha de dezenas de fuzis no quarto de hotel de onde abriu fogo.

Trump e o direito às armas

Apoiado na campanha eleitoral pela maior organização americana defensora do direito de possuir armas de fogo, a Associação Nacional do Rifle (NRA), Donald Trump sempre foi um defensor feroz da Segunda Emenda da Constituição, cuja interpretação é objeto de ásperas discussões, que estipula que não se pode atentar contra "o direito do povo de ter e portar armas".

Trump não deu até agora nenhum sinal de que fosse mudar sua postura, que entusiasma a sua base eleitoral mais fiel.

De manhã, Trump leu na Casa Branca uma mensagem ao país, onde classificou o tiroteio como "um ato de pura maldade". Logo depois, a Casa Branca disse que este não é o momento oportuno para um debate sobre o controle de armas. 

"Há um momento e um lugar para o debate político, mas agora é o momento de nos unir como país", disse, antes de acrescentar que há uma investigação em curso e que "seria prematuro discutir política quando não se sabe de todos os fatos".

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