Professora é algemada e detida após questionar aumento de salário de superior nos EUA

Do UOL, em São Paulo

Uma professora de uma escola na Louisiana (EUA) foi expulsa de uma reunião do conselho da instituição, algemada e detida depois de questionar as políticas de aumento para seus superiores durante uma audiência pública. Um vídeo mostra que a professora Deyshia Hargrave cumpre a ordem de um policial para deixar a reunião. Em seguida, ela é vista no corredor, aos gritos, lançada ao chão enquanto o oficial a algemava.

O sindicato dos professores e a ACLU (União Americana pelas Liberdades Civis) estão investigando o caso, e dois integrantes do conselho se queixam de que o órgão trata injustamente as mulheres.

Na reunião, realizada na segunda-feira (8), Hargrave levantou a questão sobre o salário dos professores e um aumento que foi incluído no novo contrato do superintendente, identificado como Jermone Puyau. A reunião do conselho foi convocada para discutir se o novo contrado de Puyau, com um aumento de US$ 30 mil, deveria ser aprovado.

"Tenho um problema sério com o superintendente ou qualquer pessoa em uma posição de liderança obtendo qualquer tipo de aumento salarial. Sinto que é uma bofetada no rosto dos professores, dos trabalhadores da lanchonete ou qualquer outra equipe de apoio que temos", diz Hargrave. O vídeo com a fala dela está no YouTube.

A professora ainda tenta uma segunda vez perguntar sobre o salário dos professores e os aumentos de salários, mas é interrompida por um integrante do conselho, que afirma que a pergunta dela não estaria relacionada com a agenda do encontro –

"Você precisa sair ou eu te retirarei", diz o policial, que não é identificado no vídeo. A professora pega a sua bolsa e deixa a sala em meio aos protestos dos demais professores. Até que o grupo começa a ouvir os gritos de Hargrave no corredor.

O vídeo mostra a mulher no chão, sendo algemada enquanto grita ao policial perguntando "O que você está fazendo?". O oficial diz calmamente "pare de resistir". Do lado de fora, ele afirma que ela foi presa por se recusar a deixar o local.

Uma das integrantes do conselho, Laura LeBeouf, disse para a agência Associated Press que é comum que mulheres sejam expulsas das reuniões, enquanto homens que apresentam suas queixas nunca são removidos. "Quando ela percebeu que tinha que sair, pegou sua bolsa e saiu", disse LeBeouf. "As mulheres aqui não recebem o mesmo tratamento".

Apesar dos protestos da professora, o aumento do superintendente foi aprovado. A promotoria do Estado informou que Hargrave não será indiciada.

Após o vídeo ser publicado na internet, o conselho escolar passou a receber ameaças de todo o mundo. O órgão afirmou que as ameaças foram informadas ao FBI e à polícia local.


 

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