Faixa de Gaza está ameaçada de 'colapso total', diz ONU

De Tel Aviv

  • Mohammed Salem/Reuters

    Funcionários da UNRWA protestam em Gaza contra a decisão dos EUA de cortar a ajuda à agência

    Funcionários da UNRWA protestam em Gaza contra a decisão dos EUA de cortar a ajuda à agência

O enviado especial da ONU no Oriente Médio, Nickolay Mladenov, advertiu nesta terça-feira (30) que a Faixa de Gaza, submetida a um bloqueio por parte de Israel, está à beira "de um colapso total".

Mladenov considerou que é chave a restauração do poder da Autoridade Palestina neste território, atualmente controlado por islamitas do Hamas, para evitar um desastre.

O Hamas tomou o poder em Gaza em 2007 depois de uma luta contra o Fatah, que domina a Autoridade Palestina.

Sem esta transferência de poderes, "Gaza corre o risco de explodir de novo, de forma ainda mais violenta e mortal que no passado", advertiu Mladenov durante uma conferência anual do instituto israelense para estudos de segurança nacional em Tel-Aviv.

A Faixa de Gaza foi cenário de três guerras entre Israel e os grupos armados palestinos desde 2008. Este enclave vive afetado por conflitos, pobreza, desemprego, penúria econômica, falta d'água e energia elétrica, e os bloqueios de parte de Israel e Egito.

Os Estados Unidos anunciaram em janeiro a suspensão de um desembolso de 65 milhões de dólares à agência da ONU para os refugiados palestinos (UNRWA), e outros 45 milhões de dólares em ajuda alimentar.

"Costumo dizer publicamente, em reuniões do Conselho de Segurança e em outros contextos, que nos encontramos em meio a uma crise humanitária maior", disse Mladenov.

O enviado especial da ONU insistiu em que a situação atual está "à beira de um colapso total dos sistemas de Gaza, com um colapso total da economia, com as consequentes implicações de segurança para os serviços sociais, políticos e humanitários", disse.

Mladenov afirmou que descreverá este cenário preocupante em uma reunião do Comitê de Ligação Ad Hoc (AHLC) de assistência aos palestinos, que será celebrada em Bruxelas nesta quarta-feira.

Representantes israelenses, palestinos e alguns ministros das Relações Exteriores árabes irão para a reunião, segundo Mladenov.

O premiê palestino, Rami Hamdallah, assistirá ao encontro, segundo um comunicado da Autoridade Palestina.

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