Veja como a ordem de prisão de Lula foi destaque nos jornais internacionais

Do UOL, em São Paulo

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"A queda do ícone da esquerda brasileira", publicou o jornal francês "Le Monde" na manchete de seu site nesta quinta-feira (5), após o juiz Sergio Moro determinar a prisão do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Jornais de todo o mundo repercutiram a decisão, segundo a qual Lula deve se apresentar até as 17h de sexta (6) à Superintendência da Polícia Federal no Paraná, em Curitiba.

Em uma análise sobre a determinação, o "Le Monde" lembrou como anos antes, em 2009, o ex-presidente norte-americano Barack Obama chamava Lula de "o cara" durante uma reunião do G20 em Londres. O periódico segue então para uma cronologia de "ascensão e queda de um grande político", como o chama, apresentando o histórico de Lula desde sua infância pobre.

O jornal britânico "The Guardian" destacou que ele de se entregar às autoridades após ter tido seu pedido de habeas corpus negado pelo STF (Supremo Tribunal Federal). O periódico afirma que a decisão judicial é "um sério golpe à sobrevivência política do primeiro presidente da classe trabalhadora" e deve "aprofundar as divisões no país".

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"Sem esperar os prazos legais se esgotarem, o obstinado acusador de Luiz Inácio Lula da Silva determinou nesta noite a imediata prisão do presidente do Brasil", escreveu o espanhol "El País". O jornal disse que a determinação foi "uma surpresa" aos brasileiros que ficaram acompanhando o julgamento do habeas corpus pelo STF até o início da madrugada de quinta (5). 

O norte-americano "The New York Times" lembrou que Lula não é o primeiro presidente brasileiro a ser envolvido em um escândalo de corrupção, citando Fernando Collor e  Dilma Rousseff. No entanto, destacou que Lula deixou o cargo de mandatário após 8 anos, com uma aprovação recorde de 87%, o que faz sua queda tão impressionante. 

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O italiano "Corriere della Sera" chamou Lula de o presidente "mais popular" da história brasileira e o que ficou "mais famoso" no resto do mundo.

O periódico diz que as próximas eleições serão as mais incertas do contexto brasileiro. "O atual presidente Michel Temer sonha em tentar um novo termo, mas parte de uma popularidade muito baixa", escreve o jornal, que cita também como presidenciáveis Geraldo Alckmin (PSDB), Marina Silva (Rede) e Ciro Gomes (PDT).

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"Uma decisão que efetivamente tira o principal candidato da corrida presidencial deste ano", escreve o "Washington Post", acrescentando que o vácuo resultante da prisão "remodela o cenário político do maior país da América Latina". 

O argentino "Clarín" ressaltou que não está claro quem irá suceder eventualmente o líder do PT como candidato partidário, lembrando que Lula liderava pesquisas eleitorais e que o candidato de ultra direita Jair Bolsonaro tem intensificado sua campanha nos últimos dias de crise.

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