Papa admite erros e pede desculpas por caso de abuso sexual envolvendo bispo chileno

Do UOL, em São Paulo

  • Getty Images

O papa Francisco reconheceu nesta quarta-feira (11) "graves equivocos de avaliação" sobre o caso de suposto acobertamento de abusos sexuais pelos quais acusam o bispo chileno Juan Barros, a quem defendeu. No texto, ele convocou 32 bispos do país à Roma para analisar a situação. A viagem deve acontecer em maio.

"No que me diz respeito, reconheço, e assim quero que o transmitam fielmente, que incorri em graves equivocações de avaliação e percepção da situação, especialmente por falta de informação veraz e equilibrada", afirma Francisco em carta aos bispos chilenos.

O papa enviou esta carta depois de receber o relatório do bispo maltês Charles J. Scicluna, enviado ao Chile para ouvir os testemunhos das supostas vítimas dos abusos.

O bispo recolheu 64 depoimentos em Santiago e Nova York, resumindo-os em um relatório de mais de 2.300 páginas. 

Francisco também ressaltou que, depois de ler o relatório, percebeu que todos os depoimentos falavam "de maneira gritante, sem aditivos ou adoçantes, de muitas vidas crucificadas" e confessou que a situação "lhe causa dor e vergonha".

O pontífice também anunciou que se reunirá com representantes dos entrevistados na missão do bispo Scicluna. 

"Peço desculpas a todos aqueles que ofendi e espero poder fazer isso pessoalmente, nas próximas semanas, durante as reuniões que terei com representantes das pessoas entrevistadas", escreveu o papa. 

(Com agências internacionais)

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