"Façam de tudo para pegar esse monstro", diz mãe de brasileira encontrada morta na Austrália

Do UOL, em São Paulo

  • Fairfax Media

    Milu Muller (esquerda) com a filha Cecília Haddad

    Milu Muller (esquerda) com a filha Cecília Haddad

Milu Muller, mãe da brasileira Cecília Haddad, 38, encontrada morta em um rio no norte de Sydney, na Austrália, disse em entrevista à imprensa local que "não sabe se sobreviverá" ao suposto assassinato de sua filha. O corpo de Cecília foi encontrado flutuando no rio Lane Cove, no último domingo (29), depois de considerada desaparecida por amigos.

Embora a polícia acreditasse inicialmente que a brasileira tivesse se afogado, sua morte é tratada agora como suspeita. Em entrevista ao diário australiano "Fairfax Media", a mãe de Cecília lamentou o episódio.

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"Cecilia sempre foi uma garota talentosa e inteligente, com um coração puro. Ela não acreditava que as pessoas fossem cruéis e egoístas. Ela sempre perdoou e deu às pessoas mais uma chance. Acho que ela era boa demais para este mundo", declarou Milu.

Departamento de Polícia de New South Wales
Cecilia Haddad tinha 38 anos quando morreu em circunstâncias misteriosas na Austrália
A mãe da brasileira não poderá acompanhar as investigações na Austrália por recomendação médica. "Eu adoraria estar lá com minha filha amada, mas eu fiz uma cirurgia cardíaca e ainda não tenho permissão do médico para voos longos", afirmou.

O principal suspeito é o ex-namorado de Cecília, Mario Marcelo Santono, de quem ela se separou recentemente e que viajou de Sydney para o Brasil no mesmo dia em que o corpo foi encontrado. Procurada pelo UOL, a Polícia Federal informou "que está em contato com as autoridades australianas a respeito do caso, porém não se manifesta sobre investigações em andamento". 

"Eu não sei se vou sobreviver a essa tragédia", disse a mãe da brasileira. "Talvez quando prenderem o assassino, eu possa ter algum alívio", disse, acrescentando: "Por favor, façam tudo para ajudar a pegar o monstro que fez isso."

Na Austrália desde 2007

Cecília se mudou para a Austrália em 2007 com seu então marido, Felipe Torres, para trabalhar como gerente de uma cadeia de suprimentos da mineradora BHP. A empresa é sócia da Vale na Samarco, dona da barragem que rompeu em Mariana há dois anos.

Em 2016, a brasileira se mudou para New South Wales, onde começou seu próprio negócio ao fundar a consultoria CHC Consulting. Antes, ela trabalhou como chefe de planejamento operacional na empresa de transporte marítimo Pacific National.

9News
Rio, na cidade de Sidney, onde o corpo da brasileira foi encontrado
O corpo da brasileira foi encontrado no domingo por canoístas, que acionaram o serviço de emergência. Depois das primeiras investigações, a polícia descobriu que ela havia participado de um churrasco na noite de sexta-feira (27) e conversado com amigos no sábado pela manhã, "mas seus movimentos depois disso são desconhecidos", informou a polícia.

Seu veículo, um Fiat 500 vermelho, modelo 2013, foi visto fora de sua casa no sábado à tarde. Os amigos a descreveram como ativa, social e alguém que "gostava da vida". A polícia confirmou que está falando com "muitas testemunhas" e está seguindo várias pistas. As autoridades também esperam os resultados de uma autópsia realizada na quarta-feira (2).

Os investigadores revelaram que o carro de Cecília poderia ser a chave para resolver a forma como ela foi morta, enquanto apelavam ao público para "ajudar a reconstituir" seus movimentos finais.

9News
Carro de Cecilia, fabricado em 2013, foi encontrado em um estacionamento

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