EUA pedem que Venezuela suspenda eleições e impõem novas sanções

Do UOL, em São Paulo

  • Jacquelyn Martin/AP

O vice-presidente dos Estados Unidos, Mike Pence, exigiu nesta segunda-feira (7) à Venezuela que organize "eleições reais" no lugar da "fraude" prevista para 20 de maio, e pediu que o país seja suspenso da Organização dos Estados Americanos (OEA). O governo americano anunciou ainda a imposição de sanções a três venezuelanos e 20 entidades por suspeitas de laços com o tráfico de drogas e lavagem de dinheiro.

No discurso durante uma sessão especial do Conselho Permanente da OEA, em Washington, Pence formulou um chamado para que o presidente Nicolás Maduro "suspenda essa fraude de eleições e organize eleições reais". Em um discurso de aproximadamente meia hora, durante o qual a cadeira da delegação venezuelana permaneceu vazia, o vice-presidente Pence disse que "as chamadas eleições, previstas para 20 de maio, não são mais que uma fraude".

Além disso, Pence pediu que os países da OEA suspendam a Venezuela da entidade. Os países que compõem a organização continental, apontou, devem "cumprir com seu velho compromisso com a democracia e a liberdade". Por isso, pediu "aos membros da OEA que suspendam a Venezuela da organização. Essa é uma instituição dedicada à democracia".

Pence também pediu aos governos dos países do continente que impeçam que as autoridades da Venezuela lavem dinheiro em seus sistemas financeiro, impondo restrições nos vistos dos membros do governo de Maduro, que, segundo o vice-presidente dos EUA, deve "prestar contas por destruir a democracia" no país.

Antes do discurso de Pence, o secretário-geral da OEA, Luis Almagro, pediu sanções à Venezuela para encerrar a "ditadura" e resgatar o povo venezuelano das mãos de Maduro. "Pedimos sanções para acabar com uma ditadura. Sem indulgências, sem hipocrisias, sem dúvidas. (...) Se tivéssemos feito isso há três anos, teríamos poupado o povo da Venezuela de sofrer muitas dores", afirmou o ex-chanceler do Uruguai.

Nos últimos meses, Washington aplicou muitas sanções econômicas contra Maduro e funcionários ou ex-funcionários venezuelanos, além de proibir entidades americanas de negociarem a dívida do país e de sua petroleira Pdvsa, e comerciar com a petro, a criptomoeda lançada por Caracas.

Na recente Cúpula das Américas em Lima, Pence disse que Washington quer impulsionar "mais sanções" para isolar Caracas.

Novas sanções

Das entidades sancionadas, 16 têm sede na Venezuela e quatro no Panamá, disse o Tesouro dos EUA em um comunicado em seu site.O Departamento do Tesouro incluiu uma lista de narcotraficantes Pedro Luis Martín Olivares, ex-funcionário do Serviço Bolivariano de Inteligência (Sebin). Ele é acusado de lavagem de dinheiro em parceria com Hugo Carvajal, homem de confiança do ex-presidente Hugo Chávez, morto em 2013.

(Com agências internacionais)

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