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Brasileira recupera filho de 9 anos após separação na fronteira do México com EUA

Lidia Karine Souza reencontra o filho Diogo de Oliveira Filho, 9, após um juiz ordenar sua liberação - James Foster/Chicago Sun-Times via AP
Lidia Karine Souza reencontra o filho Diogo de Oliveira Filho, 9, após um juiz ordenar sua liberação Imagem: James Foster/Chicago Sun-Times via AP

Do UOL, em São Paulo

28/06/2018 22h17

A brasileira Lidia Karine Souza recuperou a custódia do filho de 9 anos de quem havia sido separada pelas autoridades norte-americanas ao tentar entrar pela fronteira com o México. Diogo passou quatro semanas em um abrigo contratado pelo governo em Chicago. 

O reencontro aconteceu após um juiz federal de Chicago ordenar a libertação imediata do garoto.

Mãe e filho foram separados pouco depois de chegarem aos Estados Unidos, no dia 30 de maio, quando Souza foi presa e a criança levada para o abrigo. 

A brasileira, que pediu asilo no país, foi libertada de um centro de detenção de imigrantes no Texas em 9 de junho, mas só conseguiu autorização para visitar o filho uma única vez. A visita foi realizada na última terça-feira (28).

Brasileira_EUA - AP Photo/Charles Rex Arbogast - AP Photo/Charles Rex Arbogast
27.jun.2018 - Lidia Karine Souza mostra fotos dela com o filho
Imagem: AP Photo/Charles Rex Arbogast

"Chorava quase todos os dias"

Durante uma coletiva de imprensa realizada após encontrar sua mãe, o garoto contou que os dias longe da mãe foram difíceis.

"Eu chorava quase todos os dias em que não tinha minha mãe", disse Diogo.

Lídia só tinha autorização para falar com o filho uma vez por semana em uma ligação telefônica de, no máximo, 20 minutos. 

Mesmo com fim de política, famílias continuam separadas

Mais de 2.300 crianças foram separadas dos pais ao chegar aos EUA por conta da política de "tolerância zero" na vigilância da fronteira feita adotada pelo governo Trump. Após muitas críticas, o presidente Donald Trump oficialmente pôs fim à política que entrou em vigor em maio. No entanto, as crianças ainda estão sendo mantidas nos abrigos. 

Um juiz do Estado norte-americano da Califórnia deu como prazo 30 dias para que as autoridades norte-americanas promovam a reunião das famílias.

De acordo com a decisão, se a criança for menor de cinco anos, ela deve retornar aos braços dos pais em até 14 dias, contando a partir desta terça-feira (26), data em que a ordem foi assinada pelo juiz distrital Dana Sabraw, em San Diego. 

(Com informações da Associated Press)