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Trump ameaça paralisar governo se mudanças na imigração não forem aprovadas

Guillermo Arias/AFP
Imagem: Guillermo Arias/AFP

Do UOL, em São Paulo

29/07/2018 11h23

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse neste domingo que permitiria que o governo federal paralisasse suas atividades se os Democratas se recusarem a apoiar maiores mudanças nas leis de imigração, uma das principais bandeiras do seu governo.

"Eu estaria disposto a paralisar o governo se os Democratas não nos derem votos para a Segurança da Fronteira, que inclui o Muro! Devem se livrar da Loteria, ser pegos e liberados, etc. e finalmente ir para o sistema de Imigração baseado no mérito! Nós precisamos de grandes pessoas vindo ao nosso país!", disse Trump no Twitter.

O governo dos EUA já paralisou suas atividades duas vezes este ano. A última foi em fevereiro, durante um impasse sobre a lei orçamentária, sem a qual a administração de Donald Trump não pode fazer despesas e, por isso, os órgãos federais deixam de funcionar. Em inglês a paralisação é chamada de "shutdown". Um mês antes, o governo ficou paralisado durante três dias, e só voltou a funcionar por causa de um acordo temporário sobre o orçamento.

Trump disse ainda neste domingo que cruzar a fronteira do país ilegalmente tem consequências, "seja com ou sem crianças", e pediu ao Congresso que mude a legislação migratória atual, tachada por ele de "a pior e mais idiota" no mundo todo.

"É preciso compreender que há consequências quando as pessoas cruzam nossas fronteiras, seja com ou sem crianças - e muitos estão simplesmente usando crianças para seus próprios propósitos sinistros", afirmou o presidente também no Twitter.

A Casa Branca foi alvo de várias críticas desde que decidiu adotar em abril uma política de "tolerância zero" contra os imigrantes que entravam no país irregularmente pela fronteira com o México, uma medida que acabou sendo suspensa em meados de junho pelas enormes críticas recebidas.

Diversos representantes do governo reconheceram que o propósito dessa política de "tolerância zero" era dissuasório, diante da incapacidade de Trump de construir um muro fronteiriço com o México ou de endurecer as leis por não contar com apoio necessário no Congresso, apesar dos republicanos controlarem as duas câmaras.

"O Congresso deve agir para regular a pior e mais idiota legislação migratória no mundo todo", acrescentou o presidente em sua mensagem.

Por causa dessa política de "tolerância zero", cerca de 3 mil menores de idade foram separados dos seus pais. No entanto, após uma ação movida pela União Americana de Liberdades Civis (ACLU, na sigla em inglês), o juiz federal Dana Sabraw determinou que esta norma era contrária à lei e ordenou que o governo reunificasse as famílias.

Na última quinta-feira, não obstante, terminou o prazo dado pelo juiz e, embora o governo tenha conseguido reunir 1.820 famílias, segundo números oficiais, ainda falta saber qual será o destino de 711 menores que permanecem sob custódia.

(Com agências internacionais)

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