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Turistas presos em vulcão após terremoto da Indonésia iniciam descida; mais de 600 estão no local

Do UOL, em São Paulo

30/07/2018 08h23Atualizada em 30/07/2018 12h44

As autoridades da Indonésia estimam que cerca de 689 pessoas ficaram isoladas na montanha do vulcão Rinjani, na ilha turística de Lombok, após o terremoto de magnitude 6,4 na escala Richter e as posteriores réplicas que atingiram a região na manhã de domingo (29). O grupo começou a descer em segurança somente na tarde desta segunda.

Os tremores deixaram pelo menos 16 mortos, 335 feridos e provocaram danos em cerca de 1.500 edifícios. O número exato de pessoas que ficaram presas no vulcão não está claro porque as autoridades têm os dados dos turistas que se registraram para subir, mas não de quantos desceram. O Parque Nacional do vulcão Rinjani indicou no Twitter que as rotas de Senaru e Timbanuh estão aptas para a descida.

As autoridades enviaram equipes de resgate terrestre e helicópteros para a região do vulcão. Entre os alpinistas bloqueados estão americanos, alemães, franceses, holandeses e tailandeses.

"Centenas de alpinistas na cratera em áreas de escalada não conseguiram descer quando quiseram, porque os caminhos ficaram cobertos de destroços de deslizamentos de terra e havia o temor de deslizamentos subsequentes", disse o porta-voz da Agência Nacional de Gestão de Desastres (BNPB), Sutopo Purwo Nugroho.

29.jul.2018 - Alpinistas da Indonésia e estrangeiros no vilarejo Sembalun após voltarem do vulcão Rinjani; terremoto atingiu a região e bloqueou acessos da montanha - Antara Foto/Ahmad Subaidi/via REUTERS - Antara Foto/Ahmad Subaidi/via REUTERS
29.jul.2018 - Alpinistas da Indonésia e estrangeiros após retornarem do vulcão Rinjani
Imagem: Antara Foto/Ahmad Subaidi/via REUTERS

Até 820 pessoas, a maioria estrangeiras, estavam no Monte Rinjani quando o terremoto ocorreu e bloqueou duas trilhas. Normalmente os alpinistas levam dois dias e uma noite para chegar à borda da cratera do Rinjani e voltar.

"Pensei que eu ia morrer", contou John Robyn Buenavista, norte-americano de 23 anos que estava no pico no momento do tremor, à Reuters. "Eu me agarrei ao chão. Parecia não terminar nunca. Vi pessoas despencando."

Buenavista disse que estava prestes a tirar fotos ao amanhecer na borda da cratera quando sentiu o tremor, e o primeiro pensamento que lhe ocorreu foi que o vulcão havia entrado em erupção.

"Comecei a correr para a trilha", contou à Reuters o norte-americano, que está nas Ilhas Gili, situadas no litoral noroeste de Lombok, para onde foi depois de uma caminhada de sete horas até o sopé do pico.

29.jul.2018 - Homem caminha sobre escombros de uma casa durante busca por pertences dos turistas malaios que morreram no terremoto no vilarejo de Sembalun Selong, em Lombok, Indonesia - Ahmad Subaidi/Antara Foto/Reuters - Ahmad Subaidi/Antara Foto/Reuters
29.jul.2018 - Homem caminha sobre escombros de uma casa em Sembalun
Imagem: Ahmad Subaidi/Antara Foto/Reuters

16 mortos

Uma das vítimas é uma mulher malaia de 30 anos que morreu após o desabamento do edifício onde estava alojava - ela escalaria o Rinjani junto a outros alpinistas. As outras vítimas são indonésios que morreram com o desabamento de estruturas no norte e nordeste da ilha.

De acordo com o porta-voz, cerca de 5.000 pessoas tiveram que ser amparadas em refúgios por conta de danos em seus lares e por medo das réplicas.

O terremoto ainda causou danos graves em sete escolas, cinco hospitais e 22 centros religiosos, embora não tenha afetado em geral as infraestruturas de estradas, eletricidade e telecomunicações.

O terremoto de Lombok ocorreu às 6h47 locais a uma profundidade de 7 quilômetros que amplificou seu efeito. Autoridades disseram que 280 tremores secundários se seguiram ao sismo inicial.

O tremor foi sentido também nas vizinhas ilhas de Bali, ao oeste de Lombok e principal destino turístico do país, e Sumbawa, ao leste do hipocentro. (Com agências internacionais)