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Restos mortais de garoto são encontrados em área onde 11 crianças foram resgatadas nos EUA

Do UOL, em São Paulo

07/08/2018 18h31

O xerife Jerry Hogrefe, chefe de polícia do condado de Taos, no Novo México (EUA), disse à CNN que foram encontrados restos mortais de um garoto na mesma região onde 11 crianças foram resgatadas na sexta-feira passada (3).

Hogrefe foi um dos responsáveis pelo resgate de crianças entre 1 e 15 anos que estavam desnutridas e submetidas a condições degradantes de vida em um barraco improvisado no meio do deserto no estado americano.

Não houve identificação positiva desses restos mortais, mas ainda há um menino desaparecido, chamado Abdul-Ghani Wahhaj, de três anos de idade, que teria sido sequestrado pelo seu próprio pai.

Siraj Wahhaj foi preso na sexta, com mais um homem fortemente armado. Outras três mulheres chegaram a ser detidas, mas foram liberadas pela polícia em seguida.

Roupas e outros objetos na área onde as crianças foram encontradas: "Elas estavam tão magras que dava para ver as costelas delas", disse a polícia - AFP
Roupas e outros objetos na área onde as crianças foram encontradas: "Elas estavam tão magras que dava para ver as costelas delas", disse a polícia
Imagem: AFP

Foram as buscas por Abdul-Ghani que levaram ao encontro do grupo no meio do deserto.

A polícia disse no momento das prisões que estava ciente do acampamento há algum tempo, mas que teve de esperar por um mandado de busca antes de entrar, já que os ocupantes "provavelmente estariam fortemente armados e eram considerados extremistas da religião muçulmana".

Segundo a mãe de Abdul-Ghani, Wahhaj tinha dito que queria curar o menino de seus problemas médicos --ele sofre de uma doença que causa constantes desmaios e requer medicação constante.

Os suspeitos detidos, Siraj Wahhaj (esq.) e Lucan Morton; Wahhaj era procurado por suspeita de ter raptado o filho de três anos - AFP
Os suspeitos detidos, Siraj Wahhaj (esq.) e Lucan Morton; Wahhaj era procurado por suspeita de ter raptado o filho de três anos
Imagem: AFP
Segundo afirmou à CNN, ela não sabia que ele ia sumir por nove meses com ele. "Ele disse que estava levando Abdul-Ghani ao parque e não voltou mais. Era novembro de 2017. Não os vi desde então."

Hogrefe disse à ABC que, aparentemente, as mulheres e crianças "sofreram lavagem cerebral e se sentiam bastante intimidadas pelos homens que controlavam as instalações".

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