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Da Argentina aos EUA, incêndio no Museu Nacional é destaque na mídia internacional

Britânico The Guardian repercute incêndio que destruiu o Museu Nacional - Reprodução/The Guardian
Britânico The Guardian repercute incêndio que destruiu o Museu Nacional Imagem: Reprodução/The Guardian

Do UOL, em São Paulo

03/09/2018 08h15

incêndio que destruiu o Museu Nacional, no Rio, neste domingo (02), e que destruiu parte importante da história do Brasil foi notícia em vários veículos de mídia pelo mundo.

No jornal britânico The Guardian, um dos destaques é para a falta de água para combater o incêndio e o descaso com a preservação do patrimônio histórico encontrado no museu. Em uma notícia separada, o jornal fala sobre o acervo, que conta cerca de 20 milhões de itens, incluindo fósseis e um meteorito encontrado em 1784, além de "uma das melhores coleções sobre a literatura e artefatos indígenas no mundo". Para efeito de comparação, o texto diz que o Museu Britânico, um dos mais importantes do país e do mundo, tem um acervo de 8 milhões de itens.

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Sobre o orçamento destinado a preservação de museus, o jornal britânico cita a historiadora Ana Lúcia Araújo que usou o Twitter para mostrar os cortes promovidos pelo governo.

Nos EUA, a rede CNN noticiou "Incêndio engole museu destruindo artefatos antigos" na capa de seu site. A página destaca que o acervo do museu mais antigo do país tem itens de "valor incalculável", incluindo o esqueleto de "Luzia", que tem cerca de 12 mil anos de idade. O esqueleto é o mais antigo já encontrado nas Américas. Achado em Lagoa Santa, em Minas Gerais, em 1974, trata-se de uma mulher que morreu quando tinha entre 20 e 25 anos de idade e foi uma das primeiras habitantes do Brasil.

O jornal americano Washington Post também destacou o incêndio na capa, informando que o acervo também conta com artefatos do Egito, da era Greco-Romana, entre outros.

O argentino Clarín destaca um áudio enviado para a agência EFE pelo ex-diretor do Museu José Perez Pombal dizendo que não sabe se a instituição conseguirá continuar existindo devido ao tamanho do estrago causado pelo incêndio.

O espanhol El País também lembrou que, antes de se tornar um museu, o local foi casa da família real portuguesa e que desde 1946 o museu está associado à Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). O museu é a mais antiga instituição científica e de história natural do Brasil. Ela foi criada em 1818 pelo Dom João VI, enquanto o país ainda era uma colônia de Portugal.

O francês Le Monde fala da indignação de pesquisadores e historiadores com o descaso do governo, que teria resultado no incêndio que consumiu o que eles chamam de “joia da cultura brasileira”. Eles também destacam um movimento que pede por um protesto em frente ao prédio destruído.

O incêndio começou por volta das 19h30 do domingo. As chamas foram controladas por voltas das 2h da madrugada desta segunda-feira. 

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