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Cão de George H.W. Bush aparece deitado ao lado de caixão do ex-presidente

Twitter/Jim McGrath
Imagem: Twitter/Jim McGrath

Do UOL, em São Paulo*

03/12/2018 11h23

O porta-voz de George H. W. Bush, Jim McGrath, postou no Instagram uma foto que mostra o cão Sully deitado em frente ao caixão em que era velado o ex-presidente, que foi coberto com a bandeira dos Estados Unidos.

"Missão concluída", diz a legenda da imagem. O cachorro, da raça labrador, havia sido doado por uma ONG em junho passado para ajudar o ex-presidente, que sofria de mal de Parkinson, em tarefas como abrir portas e pegar objetos. Agora, ele será levado ao centro médico militar Walter Reed para acompanhar algum veterano norte-americano que precise de auxílio.

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A mensagem foi compartilhada por George W. Bush, filho e também ex-presidente dos EUA. "Por mais que nossa família sentirá falta desse cachorro, estamos felizes em saber que ele levará a mesma alegria a sua nova casa, Walter Reed", escreveu.

Em uma mensagem publicada no Twitter no último dia de 25 de junho, o perfil oficial de 'Bush pai' saudou a chegada de Sully. "Uma imensa alegria de receber o mais novo membro de nossa família, Sully, um lindo - e maravilhosamente treinado - labrador da America's Vet Dogs. Não poderia estar mais grato, especialmente por seu comprometimento com nossos veteranos", diz o texto.

Velório no Capitólio

George Hebert Walker Bush, president dos EUA entre 1989 e 1993, morreu na última sexta-feira (30), aos 94 anos. A homenagem nacional começa nesta segunda-feira (3) com a transferência de seu caixão do Texas a Washington a bordo do Air Force One, oferecido por Donald Trump para a ocasião.

Ele será velado pelo público no Capitólio, sede do Congresso americano, até a próxima quarta-feira (5), quando haverá um funeral de Estado na Catedral Nacional de Washington. 

Assim como Gerald Ford (morto em 2006), Ronald Reagan (2004) e Richard Nixon (1994), o 41º presidente da história dos Estados Unidos será velado de acordo com o protocolo dos funerais de Estado, organizado com precisão militar pela força do Pentágono responsável pela proteção na capital.

O presidente Trump estará presente, assim como Michelle Obama, que anunciou o adiamento da promoção de seu livro na Europa, e o ex-primeiro-ministro canadense Brian Mulroney, que fará um elogio fúnebre, segundo o site Politico.

Em seguida o corpo será levado de volta para Houston, no Texas, onde será sepultado na quinta (6), ao lado de sua esposa, Barbara, morta em abril passado, aos 92, e de sua filha Robin, falecida em 1953, aos três anos, vítima de leucemia.   

Últimas palavras

"Ele não estava pronto para morrer quando Barbara faleceu", declarou seu melhor amigo James Baker, que foi seu secretário de Estado, na CNN no domingo.

Bush pai, que sofria de uma forma da doença de Parkinson, quis passar o verão em Kennebunkport, no Maine, como era seu hábito. "Mas quando voltou para Houston, estava mais ou menos pronto para partir, sua qualidade de vida havia piorado muito", acrescentou Baker.

Na manhã de sexta-feira, James Baker visitou Bush. "Para onde vamos, Bake", perguntou o ex-presidente. "Para o céu", ele respondeu. "Bem, é para lá que eu quero ir".

Suas últimas palavras foram para o filho mais velho, George W. Bush, ao telefone. "Eu amo você, papai, vamos nos ver no paraíso", disse-lhe, de acordo com James Baker. "Eu também te amo", disse o pai, antes de morrer.

Em quatro anos no cargo, Bush vivenciou a queda do Muro de Berlim (novembro de 1989) e o colapso da União Soviética (1991). Negociou o Tratado de Livre Comércio da América do Norte (Nafta), assinado por seu sucessor, Bill Clinton, e dois tratados de redução de armas nucleares. Também expulsou o iraquiano Saddam Hussein do Kuwait em 1990.

Na College Station, os estudantes que ainda não haviam nascido quando George H. W. Bush deixou o cargo se reuniram no final de semana na Biblioteca Presidencial. Uma vigília foi organizada no sábado à noite. "Todos nos inspiramos no que ele fez", disse o aluno Chris Griffin.

*Com Ansa e AFP