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Embaixada dos EUA diz apoiar entrada do Brasil na OCDE, mas não cita data

O presidente Jair Bolsonaro se encontra com Donald Trump (EUA), no G20 - Brendan Smialowski/AFP
O presidente Jair Bolsonaro se encontra com Donald Trump (EUA), no G20 Imagem: Brendan Smialowski/AFP

Do UOL, em São Paulo

10/10/2019 17h12

Resumo da notícia

  • Documentos mostram que EUA apoiaram ingresso de Argentina e Romênia na OCDE
  • Entrada do Brasil foi prometida por Trump a Bolsonaro
  • Após publicação de reportagens, embaixada dos EUA afirmaram que apoiam o pleito brasileiro
  • Mas não foi informada data de quando esse pedido será encaminhado

A Embaixada dos Estados Unidos declarou hoje, em nota oficial, que apoia a entrada do Brasil na OCDE (Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico), mas não citou uma data específica para que a inclusão seja realizada.

"A declaração conjunta de 19 de março do presidente Trump e do presidente Bolsonaro afirmou claramente o apoio ao Brasil para iniciar o processo para se tornar um membro pleno da OCDE e saudou os esforços contínuos do Brasil em relação às reformas econômicas, melhores práticas e conformidade com as normas da OCDE", informou a nota. "Continuamos mantendo essa declaração".

Na nota, a embaixada norte-americana ainda salientou que "apoia a expansão da OCDE a um ritmo controlado" que leve em conta a necessidade de "pressionar as reformas de governança e o planejamento de sucessão".

"Continuaremos a trabalhar com outros membros da OCDE para encontrar um caminho para a expansão da instituição", finalizou o comunicado. "Todos os 36 países membros da OCDE devem concordar, por consenso, com o calendário e a ordem dos convites para iniciar o processo de adesão à OCDE."

Hoje mais cedo, o governo dos Estados Unidos recusou a solicitação do Brasil para fazer parte da organização. A informação foi divulgada pela agência Bloomberg.

Segundo a publicação, o secretário de Estado dos EUA, Michael Pompeo, rejeitou um pedido para discutir o aumento do clube dos países mais ricos. A informação foi obtida a partir da cópia de uma carta enviada ao secretário-geral da OCDE, Angel Gurria, em 28 de agosto. Ele acrescentou que Washington apenas apoiou as ofertas de membros da Argentina e da Romênia.

A mensagem contradiz a postura pública adotada pelos Estados Unidos sobre a questão. Em março, o presidente Donald Trump declarou, em conferência com o presidente Jair Bolsonaro (PSL), na Casa Branca, que ele apoiaria o Brasil na tentativa de entrar no grupo de 36 países.

Em julho, o secretário do Comércio dos Estados Unidos, Wilbur Ross, reiterou o apoio de Washington ao Brasil, que apresentou seu pedido de adesão à OCDE em maio de 2017.

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