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Premiê do Líbano anuncia renúncia após duas semanas de protestos

21.out.2019 - O primeiro-ministro do Líbano, Saad Hariri, durante coletiva de imprensa - Mohamed Azakir/Reuters
21.out.2019 - O primeiro-ministro do Líbano, Saad Hariri, durante coletiva de imprensa Imagem: Mohamed Azakir/Reuters

Do UOL*, em São Paulo

29/10/2019 11h31

O primeiro-ministro do Líbano, Saad Hariri, anunciou hoje sua renúncia do cargo após duas semanas de protestos em todo o país.

"Vou ao Palácio Baabda para apresentar a renúncia do governo ao presidente, Michel Aoun, em resposta aos muitos libaneses que foram às praças para pedir mudança", disse o premiê em breve discurso televisionado.

Hariri explicou que não pode mais "esconder" o fato de que o Líbano chegou a um "beco sem saída", então colocou o cargo "nas mãos do presidente e de todos os libaneses". Agora, cabe a Aoun aceitar ou rejeitar o pedido de renúncia.

Aos aliados políticos, Hariri declarou que tem a responsabilidade de proteger o país e procurar formas de desenvolver a economia, para a qual agora existe uma boa oportunidade que não deve ser desperdiçada.

"Os cargos vêm e vão, mas a coisa mais importante é a dignidade e segurança da pátria. Ninguém é maior que o meu país", comentou o premiê.

Hariri já renunciou de surpresa em 2017, em discurso televisionado da Arábia Saudita no qual denunciou que um ataque estava sendo preparado contra si e criticou a interferência do Irã no Líbano e no mundo árabe.

Um mês depois, retirou o pedido de renúncia após uma reunião extraordinária do Conselho de Ministros na qual todas as forças políticas libanesas se comprometeram a dissociar-se dos conflitos regionais.

Os protestos que sacudiram o país neste ano começaram em 17 de outubro, depois que o governo anunciou a intenção de tributar as ligações telefônicas por meio de serviços gratuitos de mensagens instantâneas.

Desde então, milhares de pessoas saíram às ruas de Beirute e de outras cidades do país exigindo a renúncia do governo e respostas contra a corrupção e a situação econômica de um país que, depois de 29 anos, ainda é incapaz de garantir o fornecimento de eletricidade.

(Com Efe)

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