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Aviso diz a moradores de prédio que não aceitará outros idiomas pós-Brexit

O aviso que foi pregado nas portas dos apartamentos de um edificio em Norwich, na Inglaterra - Reprodução/Twitter
O aviso que foi pregado nas portas dos apartamentos de um edificio em Norwich, na Inglaterra Imagem: Reprodução/Twitter

Do UOL, em São Paulo

02/02/2020 11h23

Um aviso incomodou moradores de um edifício em Norwich, cidade a 160 km de Londres, na Inglaterra. Intitulado "Happy Brexit Day" (Feliz Dia do Brexit, em português), o texto dizia que agora, com a saída do Reino Unido da União Europeia, "outros idiomas não seriam mais tolerados". O caso está sendo investigado como crime de ódio pela polícia local.

O papel com o texto foi pregado na porta de todos os apartamentos dos 15 andares do edifício Winchester Tower. O caso veio a público na sexta-feira, dia em que o Reino Unido saiu oficialmente do bloco.

"Já que nós, finalmente, temos nosso país de volta, sentimos que há uma regra que precisa ficar clara aqui para os moradores do Winchester Tower. Nós não toleramos pessoas falando outros idiomas que não seja o inglês nos apartamentos", diz o aviso.

O conteúdo xenófobo do comunicado não para por aí. "Se você quiser falar qualquer que seja a língua mãe do seu país de origem então nós sugerimos que você volte para este lugar e devolva o apartamento ao conselho, para que eles possam chamar britânicos para morar aqui e possamos retornar ao que era normal antes de vocês infectarem essa grande ilha".

Há ainda outra frase em tom de ameaça: "É uma escolha simples obedecer a regra da maioria ou sair".

Uma moradora disse à BBC que os cartazes ficaram até o sábado, quando foram retirados pelo zelador do prédio.

O conselho administrativo da cidade reprovou a atitude de quem criou os cartazes. "Norwich se orgulha de ter uma história de ser uma cidade de portas abertas, e não vamos tolerar esse comportamento. Levamos o caso muito a sério e incentivamos os moradores a entrar em contato conosco ou com a polícia em caso de alguma preocupação", disse o órgão.

O caso foi denunciado e a polícia abriu uma investigação para descobrir o autor do texto.

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