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Obama homenageia Ginsburg e pede que republicanos sigam princípios da lei

Ruth Bader Ginsburg e Barack Obama se cumprimentam na Câmara dos Deputados dos EUA, em 2009 - Getty Images
Ruth Bader Ginsburg e Barack Obama se cumprimentam na Câmara dos Deputados dos EUA, em 2009 Imagem: Getty Images

Do UOL, em São Paulo

19/09/2020 15h59

Barack Obama, ex-presidente dos Estados Unidos, se manifestou sobre a morte da juíza Ruth Bader Ginsburg, decana da Suprema Corte do país. Em comunicado, ele relembrou a trajetória dela e pediu que os senadores republicanos não ajam por conveniência ao votar o substituto dela na corte:

"Um princípio básico da lei — e da justiça cotidiana — é que nós apliquemos as regras de forma consistente, e não com base no que é conveniente ou vantajoso no momento. O Estado de Direito, a legitimidade de nossas cortes, os fundamentos da nossa democracia, todos dependem desse princípio básico."

Obama continuou: "Enquanto os votos já são registrados nessa eleição, os senadores republicanos são chamados para aplicarem esse padrão. As questões apresentadas à Corte hoje e nos próximos anos — com decisões que vão decidir se nossa economia e nossa sociedade são justas, se mulheres são tratadas com igualdade, se o nosso planeta sobrevive e se a nossa democracia prevalece — são muito importantes para serem tratadas de qualquer forma que não um processo impecável".

O presidente Donald Trumpanunciou que pretende apontar "sem demora" um novo juiz para a vaga de Ruth Bader Ginsburg, apesar dos pedidos da oposição democrata de que isso só aconteça após a eleição, no dia 3 de novembro. Cabe ao Senado aprovar a indicação do presidente.

No comunicado, Obama lembrou que em 2016 a votação de sua indicação à Corte foi barrada pelo líder republicano do Senado, Mitch McConnell, que alegou que tal decisão não deveria ser tomada durante a campanha eleitoral.

Trump já nomeou dois juízes para a Suprema Corte. Hoje, o tribunal tem uma maioria conservadora de 5-4, e opositores temem que uma terceira indicação do republicano aumente ainda mais essa disparidade.

Ruth Bader Ginsburg morreu ontem aos 87 anos, por um câncer no pâncreas.

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