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Freiras brasileiras são feitas reféns por terroristas em Moçambique, diz TV

Dom Luiz Fernando Lisboa (centro), bispo que vive em Moçambique há mais de 20 anos, posa entre as freiras Inês (esq) e Eliane (dir); as duas foram mantidas reféns por 24 dias - Reprodução/TV Globo
Dom Luiz Fernando Lisboa (centro), bispo que vive em Moçambique há mais de 20 anos, posa entre as freiras Inês (esq) e Eliane (dir); as duas foram mantidas reféns por 24 dias Imagem: Reprodução/TV Globo

Do UOL, em São Paulo

20/09/2020 23h56

Duas freiras brasileiras que vivem em Moçambique foram mantidas reféns por extremistas islâmicos durante 24 dias, revelou o Fantástico, da TV Globo, na noite de hoje. Ambas foram liberadas em setembro, em estado de saúde debilitado.

Em entrevista ao Fantástico, o brasileiro Dom Luiz Fernando Lisboa, bispo de Pemba (capital da província de Cabo Delgado, que vem sendo alvo de ataques terroristas no país), relatou que a vila de Mocímboa da Praia, onde as duas eram missionárias, foi tomada por radicais no dia 11 de agosto.

Mesmo diante do cerco feito na região, as duas mantiveram a missão de acolhimento e levavam alimentos a idosos e crianças que não conseguiram fugir a tempo. Dom Luiz afirmou à TV que as duas só foram libertadas no início deste mês.

"As duas chegaram bastante debilitadas. Uma delas com malária, com febre alta. Agora vão precisar de repouso, cuidados médicos e psicológicos", contou ele.

Dom Luiz também apontou que a onda de violência pode ter sido agravada pela pobreza na região. Nos últimos três anos, de acordo com a reportagem, Cabo Delgado registrou 563 conflitos armados, com 1.906 óbitos em decorrência dos ataques — 1.021 das mortes são de civis.

O bispo afirmou que os ataques são coordenados por um grupo extremista islâmico. Ele declarou que os radicais disseram pertencer ao Estado Islâmico.

Para o embaixador do Brasil em Moçambique, Carlos Alfonso Iglesias, os terroristas de aproveitam da pobreza e falta de ação do Estado na área para "cooptar algumas pessoas, alguns jovens para essa causa".

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