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Pandemia pode acabar em abril nos EUA, diz médico da Johns Hopkins

O professor da Universidade Johns Hopkins, o cirurgião Marty Makary, em entrevista à FoxNews - Reprodução
O professor da Universidade Johns Hopkins, o cirurgião Marty Makary, em entrevista à FoxNews Imagem: Reprodução

Do UOL, em São Paulo

20/02/2021 15h17Atualizada em 20/02/2021 22h11

Professor da Universidade Johns Hopkins, o cirurgião Marty Makary, disse em um artigo que a pandemia do novo coronavírus pode terminar em abril nos Estados Unidos. Ele aponta a imunidade natural em seu país como fator-chave para que encerrar a propagação do vírus. "No ritmo atual, estimo que a covid-19 terá majoritariamente diminuído até abril, permitindo aos americanos retornar a suas vidas normais".

"Minha previsão de que a covid-19 praticamente desaparecerá em abril baseia-se em dados de laboratório, dados matemáticos, literatura publicada e conversas com especialistas. Mas também se baseia na observação direta de como os testes têm sido difíceis de obter, especialmente para os pobres", escreveu ele em artigo no Wall Street Journal.

Makary dá aulas na Escola de Medicina e na Escola de Saúde Pública da universidade. Segundo o médico, os casos caíram 77% nas últimas seis semanas nos EUA, índice muito maior do que o previsto por especialistas. Para ele, o resultado "pode ser explicado apenas pela imunidade natural" em seu país.

"O comportamento não melhorou repentinamente durante as férias. Os americanos viajaram mais no Natal do que desde março. As vacinas também não explicam a queda acentuada em janeiro. As taxas de vacinação eram baixas e levam semanas para fazer efeito", diz Makarky no artigo.

Ele argumenta que muitos médicos e analistas têm medo de falar sobre imunidade coletiva. A imunidade do rebanho ocorre quando um número suficiente de pessoas se torna imune a um vírus, interrompendo sua disseminação.

No artigo, ele cita ainda a cidade de Manaus, que vive um momento delicado com o sistema de saúde sobrecarregado, aumento no número de casos, falta de oxigênio para pacientes com covid-19 e uma nova variante do coronavírus circulando entre a população.

"A imunidade do rebanho foi bem documentada na cidade brasileira de Manaus, onde pesquisadores do Lancet relataram que a prevalência de infecção anterior por Covid-19 era de 76%, resultando em uma redução significativa da infecção. Os médicos estão observando uma nova cepa que ameaça escapar da imunidade anterior. Mas os países onde surgiram novas variantes, como Reino Unido, África do Sul e Brasil, também estão observando quedas significativas nos novos casos diários", escreve ele.

O cirurgião defendeu a retomada de serviços como as escolas para reduzir os danos das restrições prolongadas. "À medida que incentivamos todos a tomar a vacina, também precisamos reabrir escolas e a sociedade para limitar os danos de fechamentos e isolamento prolongado. O planejamento de contingência para uma economia aberta até abril pode trazer esperança para aqueles que estão em desespero e para aqueles que fizeram grandes sacrifícios pessoais".

A Johns Hopkins é responsável por fazer um levantamento independente dos casos de covid-19 em todo o mundo. De acordo com o levantamento, o mundo tem hoje 110.903.820 de casos da doença e 2.456.069 de mortes. Os Estados Unidos são o país o que lidera as duas listas.

Errata: o texto foi atualizado
Versão anterior deste texto informava incorretamente os dados de infecções e óbitos no mundo de acordo com a universidade Johns Hopkins. Os números foram corrigidos.

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