PUBLICIDADE
Topo

Coronavírus

Conteúdo publicado há
1 mês

Nova cepa se espalha por Nova York e já contamina 1 em cada 4, diz estudo

Fila para receber doação de comida registrada ainda no primeiro surto do coronavírus em Nova York, em maio do ano passado - Corbis via Getty Images
Fila para receber doação de comida registrada ainda no primeiro surto do coronavírus em Nova York, em maio do ano passado Imagem: Corbis via Getty Images

Do UOL, em São Paulo

25/02/2021 16h33

Uma nova variante do coronavírus está se espalhando rapidamente pela cidade de Nova York, que foi o primeiro epicentro da pandemia de covid-19 nos Estados Unidos em 2020. Um estudo divulgado hoje mostra que a nova cepa do vírus já contamina em média um em cada quatro nova-iorquinos. Durante a análise genética, os pesquisadores também identificaram a variante de Manaus, conhecida como P.1, em circulação na cidade pela primeira vez.

Segundo informações do jornal The New York Times, a nova variante, chamada de B.1.526, preocupa principalmente pelo fato de reunir dois tipos de mutação, um que parece ser mais resistente às vacinas (E484K) e outro que demonstra uma capacidade maior de aderir às células humanas (S477N), aumentando assim a sua transmissibilidade.

O estudo que demonstrou o crescimento rápido da variante entre os novos contaminados de Nova York foi realizado pela Universidade de Columbia, uma instituição nova-iorquina. De acordo com a pesquisa, há cerca de uma semana 27% dos novos sequenciamentos adicionados em um banco de dados compartilhado por cientistas sobre infectados em Nova York era da nova cepa.

"Vemos casos em Westchester, no Bronx e no Queens, na parte baixa de Manhattan e no Brooklyn. Portanto, parece ser generalizado. Não é um único surto", afirmou o médico David Ho, um dos líderes do estudo.

A transmissão em alta da variante também foi evidenciada por outro estudo, este do Caltech (Instituto de Tecnologia da Califórnia). Ao analisarem sequenciamentos genéticos de um outro banco de dados, os pesquisadores se depararam com o crescimento da B.1.526 em Nova York.

"Havia um padrão recorrente e um grupo de [indivíduos] isolados concentrados na região de Nova York que eu não tinha visto", disse Anthony West, biólogo do Caltech.

Os cientistas da Califórnia analisaram 1.142 amostras de pacientes, e constataram que 12% das pessoas tinham sido infectadas pela nova variante.

Cepas de Manaus e do Reino Unido

Embora ambos os estudos ainda não tenham sido revisados por outros pesquisadores e nem publicados em uma revista científica, os dados são alarmantes para a cidade de Nova York. Além da variante B.1.526, os cientistas da Universidade de Columbia também identificaram outras três cepas.

Uma delas é a P.1, que contém dentro dela a mutação E484K. Em Manaus e no Amazonas, a cepa impulsionou um colapso no sistema de saúde no início do ano, com pacientes ficando sem leitos de UTI e desabastecimento de oxigênio hospitalar. Isso porque, além de mais contagiosa, a variante tem mostrado que pode levar mais pessoas a desenvolverem formas graves da covid-19.

Somadas às duas variantes, Nova York também tem em circulação a cepa predominante na África do Sul e a que causou lockdowns no final do ano no Reino Unido. A variante B.1.1.7 britânica já registrou mais de 2 mil casos em 45 estados do território americano e é esperado que ela se torne a mais prevalente nos Estados Unidos até o final de março.

Coronavírus