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Polícia prende cinco na Indonésia por reutilização de teste swab

Os investigadores acreditam que até nove mil pessoas podem ter sido testadas com o material enquanto viajavam pelo Aeroporto Internacional Kuala Namu, na cidade de Medan - Oscar Del Pozo/Getty Images
Os investigadores acreditam que até nove mil pessoas podem ter sido testadas com o material enquanto viajavam pelo Aeroporto Internacional Kuala Namu, na cidade de Medan Imagem: Oscar Del Pozo/Getty Images

Colaboração para o UOL

05/05/2021 14h50

A polícia da Indonésia prendeu cinco funcionários de uma empresa farmacêutica do país acusados de reutilizar cotonetes manipulados no exame RT-PCR em outros pacientes. De acordo com o jornal The Guardian, os materiais eram lavados com álcool e reembalados pelo grupo da estatal Kimia Farma.

Os investigadores acreditam que até nove mil pessoas podem ter sido testadas com o material enquanto viajavam pelo Aeroporto Internacional Kuala Namu, na cidade de Medan.

Qualquer pessoa que embarque em um voo doméstico na Indonésia deve apresentar um resultado negativo de um teste rápido, que geralmente é realizado no próprio terminal.

As autoridades também apuram se os lucros do suposto esquema, estimado em aproximadamente 1,8 bilhão de rúpias (quase R$ 671 mil), foram usados por um dos funcionários para financiar a construção de uma casa nova, de acordo com a mídia local.

O ministro das Empresas Estatais, Erick Thohir, disse que os envolvidos deveriam ser punidos severamente ser "sujeitos a punições muito severas".

A Kimia Farma demitiu os funcionários e afirmou em um comunicado que suas ações violavam seus padrões.

Em entrevista ao South China Morning Post, dois advogados, que voavam do aeroporto de Kualanamu regularmente e acreditam que foram testados com kits de segunda mão, disseram que planejam processar a empresa. Eles estão em contato com outras vítimas para impetrar uma ação civil coletiva pedindo 1 bilhão de rúpias (R$ 373 mil) para cada cliente afetado.

A Indonésia, quarto país mais populoso do mundo, registrou o maior número de casos no sudeste da Ásia, tendo mais de 46.130 mortes. Semana passada, o nação teve cerca de 5 mil ocorrências por dia, abaixo do pico no final de janeiro, segundo dados compilados pela Universidade Johns Hopkins.

Especialistas em saúde temem o aumento das viagens antes do feriado Eid, quando um grande número de pessoas costuma retorna às suas cidades de origem para visitar parentes. Uma proibição de viagens será imposta a partir de amanhã, embora muitos tenham saído mais cedo. A imprensa local relatou um aumento no tráfego na hoje.

O Ministério da Saúde confirmou esta semana que havia registrado dois casos de uma variante indiana da covid.

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