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Mãe de 6 é vítima de bactéria 'comedora de carne' após ter 1ª cesárea

Sarah foi diagnosticada com fasciíte necrosante logo após o nascimento da última filha - Reprodução/GoFundMe
Sarah foi diagnosticada com fasciíte necrosante logo após o nascimento da última filha Imagem: Reprodução/GoFundMe

Colaboração para o UOL, em Santos

25/10/2021 16h42

Sarah Humphrey, de 41 anos, mãe de 6 filhos e vivendo no leste de Londres, percebeu que havia algo errado com sua cicatriz de cesariana logo após o nascimento da filha. Três anos e 20 cirurgias depois, após quase ter a barriga devorada por uma bactéria comedora de carne, ela ainda sofre com sequelas pós-operatórias.

Sarah notou o problema após a cesariana de sua última filha. Embora ela não tenha tido problemas com suas cinco primeiras gestações, depois de engravidar da menina, ela foi diagnosticada com disfunção da sínfise púbica (DSP). A condição causa dores agudas ao redor da pelve, períneo e parte inferior das costas.

Sarah então agendou uma cesariana para quando estivesse com 39 semanas de gravidez. Mas, segundo o Mirror, ela estava apreensiva com a cirurgia.

"Eu estava com medo, porque nunca tinha feito uma operação antes. Minhas gestações anteriores foram normais, diretas e fáceis", disse ela.

O parto foi bem-sucedido. Mas os primeiros problemas surgiram pouco tempo depois. Ela começou a notar um odor que ela descreveu como "de carne podre" vindo da cicatriz da cesariana. Imediatamente, alertou os médicos.

A cicatriz havia sido infectada por uma fasciíte necrosante causada por bactérias comedoras de carne, uma cepa potencialmente mortal que pode matar uma pessoa em questão de dias se não for tratada. A infecção se instala quando uma bactéria nociva atinge uma ferida.

Ele pode entrar até mesmo nos menores cortes, liberando toxinas que envenenam a fáscia (tecido conjuntivo sob a pele). A grosso modo, isso pode fazer com que o paciente apodreça de dentro para fora.

Ela foi encaminhada para uma cirurgia de emergência, para que os médicos pudessem retirar o tecido que estava apodrecendo. Essa seria a primeira de muitas operações.

"Quando acordei da primeira operação, havia um longo tubo saindo da minha barriga, sugando todo o tecido infectado para uma máquina", contou ao Mirror.

Nas próximas 10 semanas, ela teria que enfrentar cerca de duas operações por semana para livrar totalmente o seu corpo dos tecidos necrosadas.

Hérnia do tamanho da cabeça de um bebê

Quando Sarah finalmente estava se recuperando, no outono de 2018 ela descobriu que havia desenvolvido uma hérnia "do tamanho da cabeça de um bebê".

A hérnia se forma quando uma parte interna do corpo empurra músculos ou tecidos fracos. Mais uma vez, uma Sarah frustrada se viu na lista de espera para uma operação.

No entanto, quase três anos depois e com a pandemia travando várias cirurgias não urgentes, Sarah ainda não recebeu uma data para o procedimento.

Incapaz de ficar em pé por muito tempo, Sarah diz que tem usado uma scooter para se locomover - mas ela se quebrou recentemente e não pôde ser consertada.

Ela, então, criou uma vaquinha no GoFundMe para arrecadar 600 libras (cerca de R$ 4,5 mil) para conseguir comprar uma nova scooter. "Minha filha mais nova vai começar a creche em duas semanas e não quero perder o primeiro dia", afirmou Sarah.

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