PUBLICIDADE
Topo

Internacional

Conteúdo publicado há
3 meses

Itamaraty se diz preocupado com situação em Burkina Faso e pede diálogo

Insatisfeitos, militares de Burkina Faso anunciaram pela TV a destituição do governo do país - Stringer/Agência Anadolu via Getty Images
Insatisfeitos, militares de Burkina Faso anunciaram pela TV a destituição do governo do país Imagem: Stringer/Agência Anadolu via Getty Images

Do UOL, em São Paulo *

26/01/2022 12h05Atualizada em 26/01/2022 12h07

O Ministério das Relações Exteriores emitiu ontem à noite uma nota para manifestar preocupação com a situação política de Burkina Faso, onde militares tomaram o poder do país, derrubando o presidente Roch Marc Christian Kaboré e o governo em exercício.

Na nota, o Itamaraty pediu um "diálogo amplo, pacífico e democrático entre as forças políticas do país, com vistas à rápida restauração da ordem constitucional".

Além disso, a pasta apelou também para que "se garanta a integridade física" de Roch Marc Christian Kaboré, que estava no cargo desde 2015, e a segurança dos residentes no país.

A crise em Burkina Faso teve início após, no último domingo (23), soldados terem se amotinado em quartéis para exigir a saída dos chefes do Exército nacional e um melhor suporte do Estado na luta contra fundamentalistas islâmicos que atacam o país desde 2015.

No dia anterior — último sábado (22) —, populares já haviam protestado contra as autoridades do país, expressando o sentimento de que o governo de Burkina Faso não estava conseguindo lidar de forma efetiva contra os fundamentalistas.

A maioria dos grupos jihadistas são ligados à Al-Qaeda e ao Estado Islâmico, e os ataques têm afetado tanto soldados como civis — desde 2015, os embates já deixaram mais de 2 mil mortos e forçaram 1,5 milhão de pessoas a fugirem de casa.

Na última segunda-feira (24), enquanto o governo de Burkina Faso afirmava não haver risco de golpe, militares anunciaram na televisão a tomada do poder do país e a destituição do presidente e do governo em exercício, sob apoio de populares.

Mais cedo, militares amotinados já haviam detido o presidente Roch Marc Christian Kaboré em um quartel da capital de Burkina Faso, Uagadugu.

Ao anunciarem pela TV estatal a tomada do poder, os militares também disseram que as fronteiras do país seriam fechadas e prometeram um "retorno à ordem constitucional" dentro de um prazo "razoável", sem mais detalhes.

Hoje, falando à agência de notícias francesa AFP, uma liderança do partido do presidente deposto disse que Roch Marc Christian Kaboré está "bem fisicamente e "em uma residência presidencial sob prisão domiciliar".

* Com informações da AFP, em Uagadugu (Burkina Faso)

Internacional