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Brasileira que participou de invasão ao Capitólio é presa nos EUA

Do UOL, em Brasília

19/02/2022 20h02Atualizada em 20/02/2022 16h12

Uma brasileira que mora nos Estados Unidos foi presa na última quarta-feira (16), no estado de Illinois, acusada de ter participado da invasão ao Capitólio (sede do Congresso americano) em janeiro do ano passado. A mulher é Leticia Vilhena Ferreira, que tem visto de trabalho nos EUA, mas não estava apta a votar nas eleições americanas.

A invasão do Capitólio, em Washington, foi feita por apoiadores do ex-presidente Donald Trump, insatisfeitos com a derrota do republicano para o democrata Joe Biden. Desde então, o FBI vem investigando e identificando todas as pessoas envolvidas. O Capitólio é onde está localizado o Congresso norte-americano.

Conforme a investigação, Letícia Ferreira afirmou que voou de Illinois para Washington sozinha em 5 de janeiro de 2021 e voltou para casa dois dias depois, em 7 de janeiro. A invasão ao Capitólio ocorreu no dia 6.

A brasileira disse aos investigadores que, naquele dia, compareceu a evento em Washington a favor de Trump. Ela vestia um gorro com o nome do ex-presidente.

Segundo ela, muitas pessoas começaram a marchar em direção ao Capitólio. Leticia Ferreira teria acompanhado a multidão, inclusive para dentro do prédio. A brasileira alegou que teria ficado cerca de 20 minutos no local.

Imagens de câmeras internas no Capitólio mostram Leticia Ferreira entre os invasores. Os investigadores também conseguiram a confirmação por meio de mensagens de celular trocadas pela brasileira com outra pessoa, obtidas com autorização judicial.

Nelas, a brasileira teria demonstrado receio quanto às consequências da invasão: "Você acha que eles vão atrás de todas as pessoas que andaram pela área do Capitólio?". O interlocutor respondeu: "Não fique triste. Fique preparada. Estamos todos ferrados. Sim, eles irão [atrás] de todas aquelas pessoas".

As autoridades americanas acusam a brasileira de dois crimes: entrar em edifício restrito sem autorização e se envolver em conduta desordeira, perturbando a condução de funções oficiais do governo.