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China pode estar treinando para atacar avião japonês, diz site

À esquerda, objeto encontrado em área desértica da China; à direita, o E-767 na base área de Hamamatsu, no Japão - Reprodução/Nikkei Asia
À esquerda, objeto encontrado em área desértica da China; à direita, o E-767 na base área de Hamamatsu, no Japão Imagem: Reprodução/Nikkei Asia

Do UOL*, em São Paulo

20/05/2022 12h19

Fotos de satélite mostram o que parece ser um modelo de um avião usado pelo sistema de defesa do Japão numa área desértica da China, de acordo com o site Nikkei Asia.

A réplica poderia estar sendo usada como treinamento para atacar a aeronave, analisou um funcionário da Força Aérea japonesa ouvido pela reportagem, mas que não se identificou.

O modelo aparenta ser de um Boeing E-767. Há apenas quatro aviões desse modelo em operação no mundo, e todos estão na base aérea de Hamamatsu, segundo o Ministério de Defesa do Japão.

Esses veículos são chamados de "torre de controle do céu", porque têm um tipo de radar que consegue detectar aeronaves e mísseis a até 650 quilômetros de distância.

Para Kiyofumi Iwata, ex-chefe de gabinete da Força Aérea japonesa, é provável que o governo do Japão e dos Estados Unidos estejam cientes desse modelo. "A China está mostrando para nós de forma proposital, como uma ameaça caso algo aconteça".

Taiwan sob tensão

As Forças Armadas da China fizeram exercícios militares perto de Taiwan no começo deste mês. Pequim reivindica a ilha como parte de seu território.

Taiwan tem reclamado nos últimos dois anos da frequente atividade militar chinesa próxima a ela, concentrada principalmente na parte sul e sudoeste da zona de identificação de defesa aérea da ilha.

O governo de Taipei está alerta desde que a Rússia invadiu a Ucrânia, desconfiando que a China pudesse fazer algo semelhante, apesar de não haver nenhum anúncio formal de que isso esteja prestes a acontecer.

A ilha rejeita as reivindicações de soberania da China, dizendo que somente seu 23 milhões de habitantes da ilha podem decidir sobre o assunto.

Os Estados Unidos fornecem armas para Taiwan, uma constante fonte de tensão entre Pequim e Washington.

"É nossa opinião que eles (chineses) estão trabalhando duro para efetivamente se colocar em uma posição na qual seu Exército seja capaz de tomar Taiwan mesmo com nossa intervenção", afirmou a diretora de Inteligência Nacional, Avril Haines, ao comitê de Serviços Armados do Senado dos EUA, na semana passada.

*Com Reuters

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