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Morre prefeito de Pedro Juan Caballero, no Paraguai, após sofrer atentado

José Carlos Acevedo, prefeito da cidade paraguaia de Pedro Juan Caballero - Reprodução/Facebook
José Carlos Acevedo, prefeito da cidade paraguaia de Pedro Juan Caballero Imagem: Reprodução/Facebook

Do UOL, em São Paulo

21/05/2022 22h38Atualizada em 22/05/2022 10h31

José Carlos Acevedo, prefeito de Pedro Juan Caballero, no Paraguai, morreu na noite de ontem. Ele sofreu um atentado na cidade na última terça-feira (17), quando foi atingido por sete balas.

Segundo o La Nación, principal jornal paraguaio, ele está sendo velado no salão de eventos da prefeitura da cidade desde a madrugada de hoje.

Ontem, os médicos já haviam decretado a morte cerebral do prefeito. Ele passou cinco dias internado em estado crítico com inflamação cerebral e chegou a ter uma parada cardíaca que durou 25 minutos.

"Infelizmente vamos dar o relatório de que o prefeito tem morte cerebral. Era o que não queríamos, fizemos todo o possível para evitar, mas a evolução e o que aconteceu levaram a isso. É 100% irreversível", anunciou David Peña, médico que chefiava o tratamento de Acevedo.

Na terça, o irmão de José Carlos Acevedo, Ronald Acevedo, governador da região de Amambay, culpou o presidente do Paraguai, Mario Abdo Benítez, pelo atentado.

"Mando dizer ao Presidente da República que ele é o culpado pelo que está acontecendo em PJC [Pedro Juan Caballero] e pelo que aconteceu com meu irmão. Mario Abdo Benítez, você não tem coragem, meu amigo", falou Ronald ao chegar no hospital no dia do ataque.

Um relatório médico apontou que os atiradores atingiram Acevedo sete vezes: quatro no pescoço, dois na parte direita do corpo e uma em um membro superior esquerdo.

O atentado

Acevedo foi surpreendido na tarde de terça por volta das 16h30 (17h30 no horário de Brasília) ao lado do Palácio da Justiça de Pedro Juan Caballero, cidade que faz fronteira com Ponta Porã (MS).

Segundo o La Nación, o prefeito tentou correr, mas caiu no chão. "Eles o pulverizaram com balas e, então, embarcaram em um veículo cinza e fugiram", disse uma testemunha ao jornal.

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