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Guerra da Rússia-Ucrânia

Notícias do conflito entre Rússia e Ucrânia


Zelensky e esposa dão 1ª entrevista juntos desde início da guerra

Presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, e a esposa, Olena Zelenska; última vez que eles haviam sido vistos juntos foi no funeral do primeiro presidente da Ucrânia, Leonid Kuchma, no começo do mês - Viacheslav Ratynskyi/Reuters
Presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, e a esposa, Olena Zelenska; última vez que eles haviam sido vistos juntos foi no funeral do primeiro presidente da Ucrânia, Leonid Kuchma, no começo do mês Imagem: Viacheslav Ratynskyi/Reuters

Do UOL*, em São Paulo

22/05/2022 07h48

No 88º dia do conflito entre Rússia e Ucrânia, a primeira-dama ucraniana, Olena Zelenska, foi entrevistada por um canal local ao lado do marido, o presidente Volodymyr Zelensky. É a segunda vez que eles aparecem juntos publicamente desde o início da guerra, em fevereiro, e a primeira entrevista que eles concedem em conjunto.

Ela está em um local que não foi divulgado por questões de segurança.

"Ninguém vai tirar meu marido de mim, nem mesmo a guerra", disse ela, ao ser questionada se o conflito havia os afastado.

Ela também disse que Zelensky não mudou nesses últimos meses. "Não posso dizer que Volodymyr mudou desde o início desta guerra. Ele era um marido confiável e um homem confiável antes, e isso continua", afirmou.

Zelensky também comunicou hoje que as forças da Rússia destruíram 1.873 instalações escolares durante conflito.

Ele classificou as perdas como "colossais". Atacar intencionalmente escolas e outras infraestruturas civis é considerado um crime de guerra.

Turquia expõe condições para adesão da Suécia e Finlândia à Otan

O presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, conversou ontem pela primeira vez desde o impasse quanto à adesão da Suécia e Finlândia à Otan (Organização do Tratado Atlântico Norte).

Em um comunicado divulgado após a conversa, Erdogan disse esperar que "a Suécia tome medidas concretas e sérias, que demonstrem que compartilha das preocupações da Turquia sobre a organização terrorista PKK [Partido dos Trabalhadores do Curdistão] e suas ramificações na Síria e no Iraque".

Erdogan também pede que o país "levante as restrições" às exportações de armas decretadas contra a Turquia em outubro de 2019, após as incursões militares turcas no norte da Síria e no Iraque contra o PKK e seus aliados do YPG. Junto com os Estados Unidos, o país enfrentava a organização jihadista Estado Islâmico.

Tanto a Suécia como a Finlândia decidiram romper com décadas de não alinhamento militar, após a invasão russa da Ucrânia, apresentando seu pedido de adesão à Otan. Mas a entrada requer a aceitação unânime de todos os membros da aliança atlântica.

A Turquia se opõe ao pedido, considerando que esses dois países são tidos pelos turcos "santuários" do PKK, organização considerada terrorista por Ancara, assim como pelos Estados Unidos e pela União Europeia.

Auxílio dos EUA e novas sanções

O presidente do Estados Unidos, Joe Biden, assinou ontem um pacote de ajuda de US$ 40 bilhões à Ucrânia —o financiamento destina-se a apoiar o país do Leste Europeu pelos próximos cinco meses e deve ser utilizado, entre outras coisas, para assistência militar, apoio econômico geral e para enfrentar a escassez de alimentos.

O auxílio, aprovado com o apoio dos democratas e da grande maioria dos republicanos na Câmara e no Senado, aprofunda o compromisso dos EUA com a Ucrânia num momento de incerteza sobre o futuro da guerra, prestes a entrar em seu quarto mês, e que promete se estender.

O governo russo anunciou que proibiu a entrada de 963 norte-americanos, incluindo o presidente Joe Biden, informou a agência Interfax. A lista publicada pelo Ministério das Relações Exteriores da Rússia também veta o acesso ao território russo do secretário de Estado dos EUA, Antony Blinken, e o chefe da CIA, William Burns.

As proibições têm apenas um impacto simbólico, mas foram decretadas em resposta às sanções aplicadas pelo governo americano a Moscou por causa da guerra iniciada no dia 24 de fevereiro na Ucrânia.

Negociações

O negociador russo Vladimir Medinsky afirmou hoje que a Rússia está disposta a retomar os diálogos de paz com a Ucrânia, assegurando que foram suspensos por causa de Kiev.

"De nossa parte, estamos dispostos a continuar o diálogo", afirmou Vladimir Medinski, conselheiro do Kremlin, encarregado das negociações com a Ucrânia, durante entrevista à TV bielorrussa.

A Ucrânia descarta um cessar-fogo ou concessões territoriais enquanto os russos intensificam seus ataques na parte leste e sul do país, atingindo as regiões de Donbas e Mykolaiv.

"A guerra deve terminar com a restauração completa da integridade territorial e da soberania da Ucrânia", disse Andriy Yermak, chefe de gabinete presidencial da Ucrânia, em um post no Twitter no domingo.

Energia elétrica

Após as sanções internacionais impostas à Rússia após sua invasão da Ucrânia, o exportador de eletricidade russo InterRAO perdeu a possibilidade de vender energia a seus clientes nos países bálticos a partir deste domingo.

"Trata-se de um passo importante para a independência energética", declarou neste domingo à AFP o ministro lituano da Energia, Dainius Kreivys.

Na sexta-feira, a Bolsa de Energia Nord Pool enviou um alerta à InterRAO, advertindo que estava proibida de fazer negócios nos países bálticos devido às sanções internacionais.

Há anos, Letônia, Lituânia e Estônia buscam conquistar a independência energética em relação à Rússia, aumentando a produção interna de eletricidade e construindo redes interligadas com países vizinhos.

*Com AFP