Conteúdo publicado há 1 mês

Vigilante é acusado de matar adolescente nos EUA com 6 tiros nas costas

Um vigilante de folga é acusado de matar um adolescente de 17 anos com seis tiros nas costas na cidade de Renton, nos Estados Unidos. Segundo a Associated Press, a acusação foi formalizada na segunda-feira (10), mas o crime aconteceu no último dia 5.

O que aconteceu

Aaron Brown Myers, 51, teria confundido um brinquedo com uma arma de fogo. Hazrat Ali Rohani e amigos dele devolviam a arma modelo airsoft à loja no momento em que o guarda atirou.

O acusado disse à polícia que viu um adolescente carregando o que ele acreditava ser uma pistola, enquanto o outro colocava uma arma de fogo na cintura. Myers afirma que não teve tempo de chamar a polícia, e apontou a arma para os jovens.

Um dos adolescentes teria colocado a arma de airsoft, que estava com defeito, na calçada e dito que era de brinquedo. Myers teria empurrado um dos meninos e montado nele.

Em um momento, Rohani teria andando para trás, quando o acusado abriu fogo. O adolescente foi atingido uma vez no lado direito e seis nas costas.

Michelle Scudder, advogada do acusado, disse que ele achava que estava impedindo um crime violento. "Myers e sua família estão devastados por esta tragédia e pelo fato de que ela resultou na perda da vida de um jovem. Estamos confiantes de que, ao longo desta investigação, as evidências mostrarão que a única intenção de Myers naquele dia foi proteger a si mesmo e a outras pessoas de danos graves ou morte."

O homem está preso sob fiança de US$ 2 milhões (R$ 10,7 milhões). Uma audiência preliminar foi marcada para 24 de junho. "Somente uma fiança elevada, a prisão domiciliar e a entrega de todas as armas de fogo protegerão a comunidade de um civil não treinado que acredita ter o dever de atirar em pessoas que não machucaram ninguém", disse a promotora Lauren Burke.

Aaron Brown Myers também teria se equivocado em março de 2022. Na época, ele chamou a polícia porque disse que viu uma pessoa em uma bicicleta apontando uma arma. Porém, os policiais foram ao local e constataram que a pessoa não estava armada e não representava ameaça.

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