Obras de arte? Museu na Inglaterra reúne amostras de fezes de diferentes animais

Des Shoe

  • Andrew Testa/The New York Times

    Coô do gambá, uma das amostras do National Poo Museum, na Inglaterra

    Coô do gambá, uma das amostras do National Poo Museum, na Inglaterra

Existem museus dedicados a praticamente tudo: arte ruim, macarrão instantâneo, cabelo... E agora há um museu no sul da Inglaterra dedicado ao excremento. O National Poo Museum (ou Museu Nacional do Cocô), que abriu em março no Zoológico de Isle of Wight, em Sandown, foi criado por um pequeno grupo de artistas de um coletivo chamado Eccleston George.

O grupo, que costuma montar exposições interativas para escolas e zoológicos, estava procurando algum projeto novo que pudesse gerar um pouco de renda para seus artistas. A ideia do museu surgiu quando um dos membros, Daniel Roberts, estava caminhando em uma estrada rural da Suécia e se deparou com o excremento de algum animal misterioso.

"Todos pararam para tentar descobrir que tipo de cocô era aquele", disse Roberts. "No final, era de um lince."

Ele disse ter ficado surpreso com o quão intrigados ficaram seus colegas. "As pessoas têm nojo de cocô, mas também existe uma fascinação por ele", ele disse. E foi assim que nasceu o Museu Nacional do Cocô.

É mais uma exposição do que um museu, ocupando uma única sala no zoológico, onde ficará em cartaz até o final do verão; depois disso, sairá em turnê. Ela apresenta 20 exemplos de fezes de diferentes animais, incluindo pombos, suricatos e leões. Cada amostra fica suspensa dentro de uma esfera de resina transparente que pode ser iluminada com o toque de um botão.

Andrew Testa/The New York Times
Nigel George e Daniel Roberts são os criadores do "Museu de fezes"

Antes de ser preservada dessa forma, cada amostra deve ser seca. Os excrementos de pombo secam rápido, mas um esterco de vaca levou cerca de uma semana para secar totalmente, e as fezes dos leões quase duas semanas.

Uma das amostras mais interessantes, de uma gaivota, contém um objeto branco emaranhado nela.

"A parte branca é o fragmento de uma sacola plástica", disse Nigel George, um dos artistas do Eccleston George. "É uma narrativa da história do que os seres humanos estão fazendo com a ecologia de um lugar."

Andrew Testa/The New York Times
As informações das amostras do museu aparecem na tampa de privadas

O museu também traz informações sobre câncer de intestino e sobre a importância de se manter encanamentos de esgoto livres e desentupidos, entre outras curiosidades úteis sobre as fezes.

"Foi um grande sucesso entre as crianças", disse Bill Cane, outro membro do coletivo. "O emoji do cocô é super popular agora, e parece ser um pouco por causa disso".

Na verdade, disse Cane, uma das crianças que visitaram a exposição apareceu segurando um emoji de cocô de pelúcia.

Tradutor: UOL

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