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Ministro separatista moldovo admite solução para conflito sob condições
12h16 - 26/03/2002






Maria de Deus Rodrigues, enviada da Agência Lusa



Tiraspol, Moldova, 26 Mar (Lusa) - A república separatista moldova da Transdniestria admite apenas uma solução para o atual conflito que contemple três fases - associação de estados, federação e só então autonomia, disse hoje o "chefe da diplomacia" do território, Vasile Litskay, à Agência Lusa.

"A resolução de um conflito em que as duas partes têm o seu exército próprio tem que passar por uma associação entre os dois estados, em que ambos mantêm as suas forças como garante da segurança", disse Litskay.

Inflexível neste ponto, o dirigente separatista considerou que, num segundo momento, uma associação pode evoluir para uma federação de estados e, só mais tarde, para a concessão de um estatuto de autonomia ao território dentro da República Moldova.

"Nenhuma organização européia pode compensar a falta de um exército", informou, em alusão ao papel de mediação deste conflito exercido pela OSCE (Organização para a Segurança e Cooperação na Europa), presidido por Portugal atualmente.

No "memorando de Moscou", assinado em 1997 depois de três anos de negociações mediadas pela OSCE, Rússia e Ucrânia, ambas as partes acordaram em construir a sua relação no contexto de um estado comum.

Mas, pouco tempo depois, Chisinau e Tiraspol desenvolveram interpretações divergentes desse "estado comum": para os primeiros, a de uma entidade una com um estatuto de autonomia ampliada para a região separatista, para os segundos, a de uma unidade entre dois estados iguais.

Desde então, poucos foram os progressos nas negociações para a aplicação do acordo, como a definição do estatuto da Transdniestria e a partilha de competências entre Chisinau e Tiraspol.

Litskay, que hoje de manhã esteve reunido com o presidente em exercício da OSCE, Jaime Gama, destacou a importância desta primeira visita ao território de um presidente da organização, mais ainda numa ocasião em que "as condições são muito complexas".

Sobre as negociações com Chisinau, Litskay lamentou a ausência das autoridades moldovas das duas reuniões realizadas em janeiro e fevereiro sob a égide da OSCE, ressaltando que Tiraspol espera progressos do encontro que Gama mantém, hoje à tarde, com o presidente moldovo, Vladimir Voronin.

Quanto ao impasse nas negociações com Moscou, em que ambas as partes recusam ceder nos números, o dirigente separatista destacou que "não é uma questão de dinheiro", até porque Tiraspol já recebeu US$ 100 bilhões pela retirada do armamento pesado.

"Há uma dívida relativa ao gás natural russo e pretendemos apenas uma compensação entre a retirada de munições e o gás, para obter zero de armamento, zero de dívida", disse.

Questionado sobre as perspectivas de um acordo com Moscou, disse laconicamente: "É possível um acordo".

A Rússia comprometeu-se a retirar todo o seu armamento pesado da Trandniestria até 31 de dezembro de 2001, o que cumpriu dentro dos prazos, e todo o armamento ligeiro, munições e tropas até 31 de dezembro de 2002.

No entanto, em fevereiro, as autoridades da república separatista suspenderam a retirada de armamento pelas forças russas, exigindo uma compensação pelo equipamento militar retirado. Têm impedido, desde então, as inspeções pela missão da OSCE.

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