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Presidente moçambicano apela à estabilidade política em Guiné-Bissau
17h43 - 24/10/2002


Bissau, 24 Out (Lusa) - O presidente de Moçambique, Joaquim Chissano, fez hoje em Bissau um veemente apelo à estabilidade política na Guiné-Bissau e pediu à comunidade internacional para que evite deixar o povo guineense desanimar.

Chissano, que falava na cerimônia em que foi condecorado com a Medalha Amílcar Cabral, no segundo dia da sua visita de trabalho à Guiné-Bissau, lembrou, recorrendo à experiência moçambicana, que é "fundamental a permanência de interlocutores do governo com os investidores".

O chefe de Estado moçambicano explicou que os investidores, nacionais e internacionais, exigem saber e contar com os interlocutores num país "por um tempo que possam calcular" no momento de decidirem os seus investimentos.

Estas palavras de Chissano surgem num momento em que em Guiné-Bissau são cada vez maiores os rumores quanto a uma eventual exoneração do primeiro-ministro guineense, Alamara Nhassé, pelo presidente Kumba Ialá.

"A estabilidade é um fator de atração do investimento", frisou Chissano, num discurso que teve por pano de fundo a crise política, social e econômica da Guiné- Bissau.

O presidente moçambicano também apelou à comunidade internacional, de que muitos representantes estiveram presentes, para que avance com um apoio "claro e eficaz" à Guiné-Bissau.

"Onde a pobreza extrema existe, a estabilidade política está sempre por um fio", justificou, sublinhando que a comunidade internacional "deve precaver os abusos da generosidade, mas não pode deixar um povo inteiro sucumbir".

A tolerância, o diálogo persistente e paciente é fundamental, segundo Joaquim Chissano, "para assegurar a continuidade da paz e da estabilidade", pois "só todos ganham alguma coisa onde ninguém pede as coisas todas".

Para Chissano não existem dúvidas quanto à importância da democracia para o desenvolvimento dos países africanos, dando sempre como exemplo o país que governa há 16 anos, desde a morte de Samora Machel.

No entanto, lembrou que as experiências democráticas na África podem também ser uma contribuição importante para o mundo, "porque a democracia mundial precisa de um ajustamento".

"Quando a democracia não serve todos os povos por igual deve ser ajustada", sustentou.

Ainda sobre a situação política e social na Guiné- Bissau, numa alusão direta aos mais recentes episódios ocorridos entre os atores da política nacional deste país lusófono da África Ocidental, afirmou que é "fundamental" as pessoas "colocarem lado a lado o que as une e descartar o que as afasta".

Chissano deu o exemplo de Moçambique que, graças a 10 anos de paz, "tem tido o apoio de generosos programas de ajuda internacional", levando a que todos os indicadores socio- econômicos coloquem o país como um exemplo mundial.

"Mas este sucesso só aumentou as nossas responsabilidades", sublinhou, adiantando que "a aposta continuará sendo a unidade, a harmonia e a conjugação dos esforços" para solucionar os muitos problemas que Moçambique ainda tem como país pobre.

Joaquim Chissano lembrou que os recursos humanos são tão ou mais fundamentais que os recursos naturais.

"Temos que aproveitar todas as forças vivas da nação para que, num esforço conjunto, se consiga o desenvolvimento", declarou.

"Cabe aos guineenses, sem distinção, convencer a comunidade internacional que, de fato, querem vencer as dificuldades que enfrentam atualmente", disse.

Na cerimônia de entrega da medalha de Amílcar Cabral, a maior distinção do Estado guineense, a amizade e convivência de Chissano com o "pai" das independências de Cabo Verde e da Guiné- Bissau foi salientada.

Chissano lembrou mesmo que, na véspera da morte de Amílcar Cabral, em Conacri, tinha viajado com ele desde Acra, em Gana, e que tinham combinado um almoço para 21 de janeiro de 1973.

Amílcar Cabral foi assassinado em 20 de janeiro de 1973 em circunstâncias que, apesar das muitas teses, ainda não foram esclarecidas.

A entrega formal da condecoração da Medalha Amílcar Cabral a Chissano foi adiada para mais tarde, dado não haver um exemplar no país.

RB/MB/JSD/AGO.

Lusa/Fim.

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