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Lula dirá a Fox que Brasil apóia candidatura africana à direção-geral da OMS
15h41 - 09/12/2002


Brasília, 09 Dez (Lusa) - O presidente mexicano e o presidente eleito do Brasil discutirão, no encontro que realizam na quarta-feira, além de temas comerciais, a eleição para a direção-geral da Organização Mundial de Saúde (OMS).

O presidente Vicente Fox quer o apoio brasileiro para a candidatura do médico mexicano Júlio Frenk à OMS, mas Luiz Inácio Lula da Silva vai reiterar que o candidato apoiado pelo Brasil é o atual primeiro-ministro de Moçambique, Pascoal Mocumbi.

No último sábado, Mocumbi foi homenageado na reunião do diretório nacional do Partido dos Trabalhadores, em São Paulo. Lula e toda a cúpula do PT expressaram apoio à sua candidatura à OMS, a primeira de um africano ao cargo.

Durante o encontro, Mocumbi manifestou a satisfação do povo moçambicano pela vitória de Lula nas eleições presidenciais.

Segundo ele, as relações entre Brasil e África deverão ser intensificadas, especialmente num momento em que Brasil, Angola e Moçambique estarão presidindo, respectivamente, a Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), a Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC) e a União Africana (UA).

O primeiro-ministro moçambicano também teve um encontro com o secretário das Relações Internacionais do PT, Marco Aurélio Garcia, um dos nomes cogitados para assumir o Ministério das Relações Exteriores no governo Lula. Garcia vai acompanhar o presidente eleito em sua viagem ao México.

A posição da cúpula petista é de total endosso ao apoio já expresso a Mocumbi pelo presidente Fernando Henrique Cardoso, que o recebeu na última sexta-feira no Palácio da Alvorada.

Segundo o assessor especial da Secretaria de Estado de Comunicação da Presidência da República, José Marcos Nogueira Viana, três dos seis países das Américas que votam no Conselho Executivo da OMS - Brasil, Cuba e Venezuela - são a favor de Pascoal Mocumbi.

A Colômbia deve apoiar o mexicano Júlio Frenk. Já Granada e Estados Unidos ainda não definiram seu voto.

O Brasil já ocupou a direção-geral da OMS por quatro vezes; os Estados Unidos, três; o Canadá, uma e a Ásia, duas vezes. "Agora é a vez da África", defendeu Viana.

O Brasil não só apóia, como participa da articulação em favor da candidatura moçambicana à OMS. Na semana de 16 a 20 de janeiro, será lançado em Genebra um video-documentário, produzido pela Secretaria de Comunicação da Presidência do Brasil, sobre o trabalho e a plataforma de Mocumbi para o cargo de diretor-geral.

O video será entregue aos 31 outros membros, além do Brasil, que integram o Conselho Executivo da OMS. Serão eles que elegerão, na semana seguinte, o substituto de Gro Harlem Brundtlan.

Médico sanitarista, pediatra e obstetra, Pascoal Mocumbi foi ministro da Saúde e das Relações Exteriores de Moçambique e é primeiro-ministro desde 1994. É fundador da Frente de Libertação de Moçambique (Frelimo) e lutou pela independência de seu país, conquistada em 1975.

Esta semana, o candidato africano vai a Madri buscar o apoio dos espanhóis. Na próxima semana, deverá ir ao Reino Unido. A Europa não está unida em torno do nome de Peter Piot, o belga que ocupa a direção da Unaids, agência da ONU para o controle do HIV/Aids.

França e Portugal já declararam seu apoio a Mocumbi, mas os dois países não fazem parte do Conselho da OMS. Os países europeus que têm direito a voto são Espanha, Reino Unido, Itália e Suécia, sendo que este último é favorável à candidatura moçambicana.

CMC.

Lusa/Fim.

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